A Huawei teve um ano atribulado. Primeiro veio a proibição do governo dos EUA que impede que o fabricante chinês se relacione com empresas americanas e  retirando a licença da Huawei para usar as aplicações e serviços do Google nos seus telefones Android. Depois vieram rumores de que a Huawei estava a trabalhar para lançar o seu próprio sistema operativo móvel para substituir o Android, que ainda não se concretizou.

A Huawei antecipou um grande impacto na receita para o ano fiscal de 2019, mas uma nova informação sobre o status de proibição da empresa revela um pouco de luz no fim do túnel.

Numa recente entrevista à Bloomberg, o secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, explicou que o governo Trump e a China estão a discutir um novo acordo comercial.Se assinado, o acordo faria a China aumentar as compras da agricultura dos EUA, estabilizar a moeda e abrir mercados de serviços financeiros para empresas americanas, enquanto os EUA removeriam a última rodada de tarifas sobre produtos chineses.

O governo dos EUA também seria obrigado a conceder licenças para que algumas empresas sancionadas voltassem a trabalhar com empresas americanas, dando à Huawei liberdade para operar como antes da imposição das sanções.

Se tudo correr A Huawei poderá voltar a trabalhar como normal a 15 de dezembro de 2019. Embora esse potencial acordo comercial seja um grande passo na direção certa para as relações EUA-China, é apenas uma iniciativa da "Fase Um". Mais negociações provavelmente ocorrerão antes que os dois governos estejam satisfeitos, deixando muito espaço para a Huawei ser banida novamente se o governo Trump considerar necessário.