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OpenAI e Jony Ive: A coluna inteligente que quer substituir a Alexa e o Google Home

22/02/2026 por Bruno Xarope

OpenAI e Jony Ive: A coluna inteligente que quer substituir a Alexa e o Google Home

A transição da OpenAI de uma empresa exclusivamente de software para uma gigante do hardware está prestes a concretizar-se. Em fevereiro de 2026, novos detalhes revelados pelo “The Information” indicam que o primeiro dispositivo de consumo da criadora do ChatGPT não será um wearable, como se especulava, mas sim uma coluna inteligente topo de gama. Com o lançamento previsto para o início de 2027, este dispositivo pretende redefinir o conceito de assistente doméstico, utilizando o poder do modelo Gemini ou do seu rival GPT-5 para oferecer uma interação humana sem precedentes.

O toque de Jony Ive e a aquisição da io Products

Para garantir que o seu primeiro hardware seja um ícone de design, Sam Altman recrutou ninguém menos que Jony Ive, o lendário designer responsável pelo iPhone e iMac. A OpenAI não poupou recursos nesta estratégia: em 2025, a empresa adquiriu a io Products, a firma de design de Ive, por uns impressionantes 6,5 mil milhões de dólares. No seu interior, uma equipa de mais de 200 especialistas, muitos deles ex-funcionários da Apple, está a trabalhar afincadamente para criar um objeto que seja simultaneamente funcional e uma peça de arte para a casa.

A coluna inteligente da OpenAI deverá custar entre 200 e 300 dólares, posicionando-a no segmento premium do mercado. Ao contrário das colunas atuais que dependem de comandos de voz rígidos, este dispositivo será capaz de manter conversas fluidas, entender sarcasmo e até antecipar as necessidades do utilizador com base no histórico de interações. A ideia é criar um “companheiro inteligente” e não apenas uma ferramenta para tocar música ou definir temporizadores.

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Câmara com reconhecimento de objetos e autenticação facial

O grande diferencial técnico deste dispositivo, e também a sua maior fonte de polémica, é a inclusão de uma câmara integrada de alta resolução. Esta câmara não servirá apenas para videochamadas; terá capacidades avançadas de reconhecimento de objetos e identificação facial. No seu interior, o sistema utilizará uma tecnologia semelhante ao Face ID para autenticar utilizadores, permitindo que a IA ofereça respostas personalizadas como ler a agenda privada de uma pessoa específica ou sugerir que se deite mais cedo se detetar sinais de cansaço ou se souber que existe um evento importante na manhã seguinte.

A câmara poderá ainda “ver” o que se passa na divisão. Por exemplo, se o utilizador mostrar um ingrediente à coluna, o ChatGPT poderá sugerir receitas instantâneas ou avisar se o produto está fora do prazo. No entanto, esta funcionalidade “always-on” está já a gerar uma onda de preocupações relativas à privacidade. A OpenAI terá de ser extremamente transparente sobre o processamento local de imagens e áudio para evitar um pesadelo de relações públicas antes mesmo do lançamento.

Diversificação para combater a crise financeira

A entrada no mercado de hardware é vista por muitos analistas como uma manobra de sobrevivência financeira. Apesar do sucesso estrondoso do ChatGPT, a OpenAI enfrenta custos operacionais astronómicos. As projeções para 2026 apontam para perdas que podem atingir os 14 mil milhões de dólares devido ao custo massivo de computação e treino de modelos. O risco de falência até 2027 é uma possibilidade real se a empresa não conseguir diversificar as suas fontes de receita e reduzir a dependência total dos investimentos da Microsoft.

Além da coluna inteligente, existem rumores de que a divisão de hardware de Jony Ive está a explorar outros conceitos, incluindo óculos inteligentes com realidade aumentada e até um candeeiro inteligente capaz de seguir o movimento do utilizador para otimizar a iluminação para leitura ou trabalho. Esta aposta em dispositivos físicos permite à OpenAI criar um ecossistema fechado onde a sua IA pode brilhar sem as limitações impostas pelos sistemas operativos da Apple (iOS) ou da Google (Android).

Conclusão

A coluna inteligente da OpenAI representa o passo mais audaz da empresa desde o lançamento do GPT-4. Ao unir o génio de design de Jony Ive com a capacidade de raciocínio do ChatGPT, a empresa está a tentar criar uma nova categoria de eletrónica de consumo. Se conseguir superar os desafios de privacidade e a pressão financeira que a rodeia em 2026, poderemos estar perante o início de uma nova era na domótica, onde a inteligência artificial deixa de ser uma voz etérea no telemóvel para passar a ser um membro presente e atento da nossa casa. 2027 será o ano da verdade para saber se os utilizadores estão prontos para deixar a OpenAI entrar, com olhos e ouvidos, na sua intimidade.

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Sobre o Autor

Bruno Xarope

Formado em Informática / Multimédia trabalho há 10 anos em Logística no Ramo Automóvel. Tenho uma paixão pelas Novas Tecnologias , cresci com computadores e tecnologias sempre presentes, assisti à evolução até hoje e continuo a absorver o máximo de informação sou um Tech Junkie. Viciado em Smartphones e claro no AndroidGeek.pt
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