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Não, o Facebook não cancelou um programa de Inteligência artificial com medo do fim do mundo

Nas últimas semanas, uma história sobre pesquisas experimentais de máquinas com Inteligência Artificial do Facebook tem circulado com cada vez mais alarme e exagero, vimos manchetes dignas de um qualquer filme do Exterminador Implacável e a terrível Skynet.

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"Os engenheiros do Facebook estão em pânico, e desligam IA depois dos robôs desenvolverem a sua própria linguagem", escreveu um site. "Facebook desliga o AI depois de ele inventar a sua própria linguagem assustadora", acrescentou outro. "Nós, humanos, criámos um verdadeiro Frankenstein?". Perguntou mais um.

Um tablóide britânico citou um professor de robótica dizendo que o incidente mostrou "os perigos de usar a inteligência artificial" e "poderá ser letal" se tecnologia similar fosse usada em robôs militares.

Referências à revolução das máquinas, droids assassinos, IAs maliciosos e teorias sobre o extermínio humano abundaram, algumas mais ou menos graves do que outras. Continuamente citada foi esta passagem, na qual dois chat bots do Facebook aprenderam a conversar um com o outro no que é reconhecidamente uma maneira bastante assustadora.

Bob: I can i i everything else

Alice: balls have zero to me to me to me to me to me to me to me to me to

Bob: you i everything else

Alice: balls have a ball to me to me to me to me to me to me to me to me

A realidade é um pouco menos prosaica. Algumas semanas atrás, o FastCo Design informou sobre o esforço do Facebook em desenvolver uma "rede contraditória generativa" com o objetivo de desenvolver software de negociação.

Os dois bots citados na passagem acima foram projetados, conforme explicado num post do blog da unidade de Inteligência Artificial do Facebook em junho, com a finalidade de mostrar que é "possível agentes de diálogo com diferentes objetivos envolverem-se em negociações de início ao fim com outros bots ou pessoas enquanto chegam a decisões ou resultados comuns ".

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Os bots não fizeram nada de mais assustador do que simplesmente discutir uns com os outros como dividir uma série de itens fornecidos (representados na interface acima como objetos inócuos, como livros, chapéus e bolas) numa partilha mutuamente aceitável.

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A intenção era desenvolver um chatbot que pudesse aprender com a interação humana para negociar com um utilizador final, de forma tão fluente que o utilizador não perceberia que está a falar com um robô, e esta tarefa foi concluída com sucesso:

"O desempenho do agente de negociação FAIR, que fez uso de aprendizagem de diálogo, correspondeu aos negociadores humanos ... demonstrando que os bots da FAIR não só podem falar inglês, mas também pensar com inteligência sobre o que dizer".

Quando o Facebook experimentou colocar dois desses robôs semi-inteligentes a conversar um com o outro, segundo a FastCo, os programadores perceberam que cometeram um erro ao não incentivar os chatbots a comunicar de acordo com as regras humanas compreensíveis da língua inglesa. Nas suas tentativas de aprender um do outro, os bots começaram a conversar de um lado para o outro numa taquigrafia derivada - mas, embora possa parecer assustador, eles estavam apenas a tentar dividir bolas e livros entre si. Como os humanos lhes pediram.

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"Os agentes perderam a linguagem compreensível e inventaram palavras-chave para si", disse a pesquisadora visitante da FIRA Dhruv Batra. "Como se eu dissesse 'as' cinco vezes, e voçês interpretassem isso como eu quisesse cinco cópias de um item. Isso não é assim tão diferente da forma como as comunidades de seres humanos criam dialectos ".

O Facebook realmente encerrou a conversa, mas não porque terem entrado em pânico como provavelmente devem ter lido. O pesquisador da FAIR, Mike Lewis, disse à FastCo que eles simplesmente decidiram que "o nosso interesse era ter bots que pudessem falar com as pessoas", não que falassem entre si. Assim que o resultado não foi o esperado não fazia sentido continuar a experiência.

Podem ficar descansados que o Apocalipse Robótica não chegará tão cedo. Mas a polémica está lançada desde que os grandes titãs da tecnologia:

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Elon Musk (Tesla, SpaceX) e Mark Zuckerberg (Facebook) se envolveram numa disputa pública sobre o futuro da inteligência artificial. Evolução necessária ou perigo iminente?

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