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Huawei

Huawei adia produção em massa do chip Ascend 910C

06/06/2025 por Bruno Xarope

Huawei adia produção em massa do chip Ascend 910C

 

A Huawei volta a ser notícia no competitivo mundo da tecnologia, desta vez com um percalço nos seus ambiciosos planos no segmento dos chips de inteligência artificial (IA). A marca chinesa, que se tem reinventado nos últimos anos face às sanções internacionais, planeava iniciar este mês a produção em massa do seu novo processador Ascend 910C — um chip crucial na sua estratégia de IA. No entanto, dificuldades técnicas obrigaram a adiar os planos para o final de 2025.

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Produção do Ascend 910C adiada por falhas técnicas

De acordo com novas informações vindas da China, o chip Ascend 910C ainda não está pronto para entrar em produção a grande escala. Apesar das expectativas iniciais, a Huawei enfrentou problemas técnicos com o desenvolvimento do processador, o que acabou por adiar os cronogramas. A empresa terá agora de investir mais tempo e recursos para ultrapassar esses obstáculos antes de avançar com a sua distribuição em massa.

A marca, que tem vindo a posicionar-se como uma alternativa tecnológica autónoma, vê assim atrasado um projeto chave para consolidar a sua presença no mercado da IA — especialmente num momento em que procura colmatar o vazio deixado pelas restrições dos chips da Nvidia nos EUA.

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Kunlun P800 e Ascend 910B mantêm abastecimento interno

Apesar do adiamento do Ascend 910C, a Huawei continua a garantir a disponibilidade dos chips Kunlun P800 e Ascend 910B, que permanecem em stock e estão a ser fornecidos a parceiros na China. Estes chips, embora menos potentes que o Ascend 910C, continuarão a ser usados em soluções de IA de alto desempenho desenvolvidas internamente.

É uma manobra estratégica que visa mitigar o impacto do atraso, garantindo que os clientes chineses tenham acesso a soluções tecnológicas enquanto o novo chip não chega ao mercado.

Restrições à Nvidia criam oportunidade… mas também pressão

A Huawei preparava-se para lançar o Ascend 910C numa altura crucial: o governo dos EUA aplicou recentemente restrições à exportação de chips de alto desempenho da Nvidia, incluindo o H20, para a China. Estas limitações criaram uma lacuna significativa no fornecimento de hardware para IA, abrindo uma janela de oportunidade para empresas como a Huawei.

No entanto, essa mesma oportunidade veio acompanhada de uma pressão adicional. As exigências técnicas, logísticas e regulatórias são elevadas — e a Huawei ainda parece estar a alinhar os seus recursos internos para corresponder às expectativas.

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Ascend 910D pode ser a resposta da Huawei à Nvidia H100

Paralelamente, a Huawei trabalha já noutra frente: o Ascend 910D, um novo chip de IA que promete ultrapassar o desempenho do Nvidia H100, atualmente um dos processadores mais avançados do mercado. Segundo fontes próximas da marca, o 910D poderá superar o H100 em eficiência energética e capacidade de cálculo, reforçando ainda mais a posição da Huawei no setor dos semicondutores de IA.

Se bem-sucedido, este chip poderá colocar a Huawei na linha da frente da inovação tecnológica, numa área que se tornou vital para o avanço da computação, automação, robótica e análise de dados.

Cadeia de abastecimento e exigências logísticas complicam cenário

Apesar do entusiasmo gerado pelas promessas do Ascend 910D e pelo potencial do 910C, problemas na cadeia de suprimentos continuam a ser um entrave. Relatórios recentes indicam que a Huawei enfrenta dificuldades na aquisição de componentes críticos, essencialmente devido às sanções norte-americanas e à complexidade crescente dos designs de chips avançados.

Além disso, novas regras impostas por clientes institucionais — nomeadamente no setor público chinês — dificultam ainda mais a margem de manobra. Uma das diretivas agora em vigor obriga os fornecedores a entregar apenas produtos disponíveis em stock, sob pena de penalizações por incumprimento de prazos. Isto limita a Huawei na gestão de encomendas futuras, forçando-a a equilibrar cuidadosamente produção, reservas e compromissos comerciais.

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Requisitos técnicos para chips de IA chineses

Fontes da indústria referem que os chips de IA “domésticos” na China devem cumprir três requisitos técnicos fundamentais:

  • Suporte à interconectividade entre placas (card-to-card)
  • Potência de computação de pelo menos 300 TFLOPS (FP16) por chip
  • Fator de forma OAM (Open Accelerator Module), padrão já usado por empresas como a Nvidia

Estes critérios elevam o nível de exigência para os fabricantes chineses que pretendem competir no mercado global — e a Huawei, como líder nacional, está naturalmente sob os holofotes.

Conclusão

A Huawei está claramente empenhada em tornar-se uma força dominante no setor dos chips de inteligência artificial, mas os obstáculos técnicos e logísticos continuam a travar esse avanço. O adiamento da produção do Ascend 910C mostra que o caminho para a autonomia tecnológica não é simples, mesmo para um gigante como a Huawei.

No entanto, a empresa mantém um plano de contingência ativo com os chips 910B e Kunlun P800, e já olha para o futuro com o Ascend 910D. Se conseguir ultrapassar os desafios atuais, a Huawei poderá não apenas preencher o vazio deixado pelas restrições à Nvidia, mas também reposicionar-se como referência global em hardware de IA.

 

Fonte

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Sobre o Autor

Bruno Xarope

Formado em Informática / Multimédia trabalho há 10 anos em Logística no Ramo Automóvel. Tenho uma paixão pelas Novas Tecnologias , cresci com computadores e tecnologias sempre presentes, assisti à evolução até hoje e continuo a absorver o máximo de informação sou um Tech Junkie. Viciado em Smartphones e claro no AndroidGeek.pt
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