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Google, Yahoo e Microsoft em sintonia quanto ao bloqueio anúncios problemáticos

A Google, a Yahoo e a Microsoft chegaram ao acordo e concordaram em bloquear anúncios de serviços indianos que ajudam a determinar o sexo de um bebe antes do seu nascimento, cumprindo assim as leis pensadas para combater um dos piores desequilíbrios entre géneros do mundo.

As três empresas prometeram cumprir a proibição da promoção de testes de determinação do sexo e de produtos relacionados, disse o Ministério da Saúde à Corte Suprema da Índia, na passada segunda-feira. O tribunal analisava um caso que procurava a abolição de todo o conteúdo dos mecanismos de pesquisa que promovem esses serviços.

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Este ano, a mais alta corte da Índia repreendeu os três gigantes da internet por ignorarem as regulações internas e advertiu-os a respeitarem a lei ou a encerrarem as operações no país. Mas o trio havia dito que as amplas proibições às palavras-chave transgressoras também bloqueariam conteúdo não-promocional, como relatórios de pesquisa e artigos noticiosos. O Ministério da Saúde indiano não informou, durante o depoimento na segunda-feira, como é que as empresas pensavam em efetuar esta proibição.

O feticídio e o infanticídio femininos são problemas sérios na Índia, onde há 943 mulheres para cada 1.000 homens, segundo o último censo nacional, de 2011. Realizar, vender e fazer publicidade de serviços de seleção de sexo de fetos virou infração passível de sanção em 1994, proibindo, assim, a determinação do sexo e os abortos. Contudo, milhares de fetos femininos são abortados em sigilo todos os anos em clínicas de comunidades locais com forte preferência por filhos do sexo masculino.

Alguns pais preferem filhos porque consideram que eles são provedores mais confiáveis e têm uma capacidade maior de carregar o nome da família.

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As crianças do sexo masculino são conhecidas por terem nutrição e educação melhores e um relatório de 2015 da Organização das Nações Unidas informou que a Índia tinha uma das proporções entre géneros mais distorcidas do mundo no grupo etário de menos de cinco anos. A ONU acrescentou que 100 meninas morrem até os cinco anos para cada 93 meninos.

O Google afirmou que tomou medidas para evitar as pesquisas e os anúncios e, assim, cumprir as leis locais. Isso inclui a desabilitação das previsões do auto-completar para termos relevantes em sites e a exibição de um alerta para informar os utilizadores que a triagem e o teste de género pré-natal são ilegais na Índia.

O Yahoo informou por email que a empresa não pode fazer comentários porque o assunto está sub judice. A Microsoft não respondeu aos pedidos de comentário.

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