Golpe na OpenAI é Um triunfo para a Microsoft – E Agora, Para Nós?

O co-fundador da OpenAI, Sam Altman, foi abruptamente demitido pelo conselho da empresa e a Microsoft anunciou a sua contratação. Este movimento simboliza um golpe no campo da inteligência artificial não comercial e levanta questões sobre o futuro do setor estar nas mãos de empresas privadas focadas no lucro.

O Último Golpe na Estrutura do OpenAI e a Ascensão de IA Comercializada: O que significa para Portugal

 

Recentemente, a abrupta remoção de Sam Altman, co-fundador e CEO da OpenAI chocou o mundo tecnológico. Agora, uma segunda sacudidela de poder está a nascer, ameaçando colocar uma das mais revolucionárias tecnologias do planeta sob a alçada de um dos gigantes tecnológicos americanos.

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Microsoft assume o controlo do OpenAI

Na última segunda-feira, foi anunciado que Microsoft estava a contratar Altman e outro co-fundador da OpenAI, Greg Brockman. Já com um investimento de mais de 13 mil milhões de dólares na OpenAI, a absorção da sua liderança – e possivelmente centenas dos seus funcionários – conclui praticamente a tomada de controlo.

No entanto, este desfecho não só questiona o futuro da OpenAI como põe em causa os objetivos fundamentais desta empresa, fundada há cerca de uma década para criar uma alternativa sem fins lucrativos aos modelos de IA desenvolvidos por empresas preocupadas sobretudo em gerar lucros.

O custo alto da IA e a mudança para o setor comercial

As enormes somas necessárias para formar IA provaram ser demasiado dispendiosas para atrair investidores para uma entidade sem fins lucrativos. O custo de treino do chatbot GPT-4 da OpenAI, por exemplo, é estimado em 100 milhões de dólares.

Desta forma, a OpenAI tentou um modelo híbrido em 2019, mantendo a sua base sem fins lucrativos mas estabelecendo um braço comercial separado. Este modelo possibilitou à Microsoft investir milhares de milhões e adquiriu uma participação de 49% no braço com fins lucrativos da OpenAI.

Levando a IA para as mãos erradas?

A questão que se coloca agora é se estas tecnologias devem ser deixadas inteiramente nas mãos de empresas comerciais que baseiam os seus modelos na recolha massiva dos nossos dados e na sua utilização para nos manipular.

Já é evidente o controlo estrangulante que três empresas – Amazon, Alphabet e Microsoft – exercem sobre o acesso à IA. Elas dominam dois terços do mercado global de computação em nuvem, essencial para construir modelos de IA poderosos.

Implicações para Portugal

No contexto português, este cenário levanta preocupações. Por um lado, a importância crescente da IA oferece oportunidades imensas para o desenvolvimento económico do país, para a inovação tecnológica e para a eficiência dos serviços públicos. Por outro lado, estas tecnologias também apresentam riscos consideráveis ​​em termos de privacidade e protecção dos dados pessoais.

Conclusão

O futuro da IA é um tema de grande relevância, não apenas para a comunidade tecnológica global, mas também para todos nós. Se a sua visão futura passa pela democratização do poder computacional e pelo avanço de uma IA inclusiva, fique atento as novidades e acompanhe o AndroidGeek para todas as notícias sobre tecnologia.

Fonte

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