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General do ataque à Huawei demite-se nos EUA

Segundo uma notícia publicada pela Bloomberg, Robert Strayer acabou de pedir a sua demissão. Robert Strayer era considerado o principal funcionário da política cibernética do Departamento de Estado norte-americano, e até esteve em Portugal em Fevereiro como forma de pressão ao governo nacional para banir tecnologia da Huawei.

Robert Strayer é um dos principais rostos do ataque político e económico dos EUA á empresa chinesa Huawei e as notícias mais recentes podem indiciar que algo está para mudar.

Segundo uma notícia publicada pela Bloomberg, Robert Strayer acabou de pedir a sua demissão. Robert Strayer era considerado o principal funcionário da política cibernética do Departamento de Estado norte-americano, e até esteve em Portugal em Fevereiro como forma de pressão ao governo nacional para banir tecnologia da Huawei.

Robert Strayer de visita a Portugal LUSA/MANUEL DE ALMEIDA
Robert Strayer de visita a Portugal LUSA/MANUEL DE ALMEIDA

Na altura da visita a Portugal, Strayer proferiu declarações como: “Obviamente que não estamos contentes de ver a Huawei a implementar qualquer rede, estamos preocupados em como isso pode potencialmente impactar cooperações próximas que temos, temos uma relação económica e de segurança estreita com Portugal”, prosseguiu nomeadamente na NATO.

Grande parte do trabalho de Robert Strayer nos últimos anos foi alarmar os aliados dos EUA sobre os perigos de depender de empresas como a Huawei Technologies Co. para construir redes 5G.

Rob Strayer atuou como subsecretário adjunto para comunicações cibernéticas e internacionais e política de informação desde que foi nomeado em setembro de 2017. No desempenho deste cargo, Strayer foi o líder diplomático dos EUA em questões que vão desde ataques cibernéticos e segurança 5G, a tecnologias emergentes e privacidade política.

O vento está a mudar

Podemos especular sobre o que significa uma mudança na estrutura do departamento de estado dos EUA, nomeadamente a saída de uma figura tão claramente contra a empresa chinesa Huawei. Claramente os efeitos políticos e económicos da pandemia COVID-19 começam a deixar marcas na admnistração de Donald Trump e com as eleições à porta em outubro, não seria de estranhar se Trump quisesse aparecer como salvador da economia resolvendo um problema que ele próprio criou. Secalhar estamos a depositar demasiadas esperanças no bom senso da admnistração Trump, pois acabaram de "comprar" outra guerra com empresas chinesas, nomeadamente com as empresas detentoras do TikTok e WeChat.

Fonte

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