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Donald Trump veta negocio entre Broadcom e Qualcomm

Os esforços que a Broadcom tem feito com o intuito de adquirir a gigante Qualcomm parecem ter ruído como um castelo de cartas, muito por culpa do governo norte americano.
O presidente norte-americano, numa declaração feita a partir da Casa Branca, na passada segunda-feira, afirmou que o negócio ameaçava "prejudicar a segurança nacional" dos EUA.

Trump diz que decidiu que os seus receios tiveram um peso enorme na sua decisão, receios esses que tinham sido manifestados pela Comissão norte-americana sobre o investimento estrangeiro nos EUA.
No decorrer do mês de Fevereiro, a Qualcomm tinha também rejeitado, pela segunda vez, uma oferta de aquisição da Broadcom, que nessa altura já tinha sido melhorada em 17%.
O primeiro "chumbo" tinha acontecido a 13 de Novembro, estando a oferta nessa altura avaliada em 103 mil milhões de dólares, onde a Qualcomm considerou que a empresa estava a ser avaliada abaixo do seu valor real.

Na ocasião, o CEO da Broadcom, Hock Tan, informou que estava preparado para uma guerra e várias pessoas conhecedoras do processo afirmaram à Reuters que a tecnológica se estava a preparar para avançar com uma proposta para nomear administradores da Qualcomm, tendo mesmo ameaçado destituir os que se opusessem à OPA, isto se conseguisse comprar a empresa.

Apesar dessas "negas", a Broadcom não desistiu da fusão com a sua rival, uma operação que criaria uma das maiores empresas na área dos microprocessadores e que constituiria a maior aquisição na história deste sector. Mas a empresa viu agora a sua proposta recusada na instâncias mais altas.
Fica, pois, afastada a criação deste novo gigante do sector tecnológico, com forte presença no fabrico de várias das componentes para telefones, servidores e outros dispositivos electrónicos.

No ranking das fabricantes mundiais de "chips", a empresa resultante desta fusão surgiria em terceiro lugar, atrás da Intel e da Samsung Electronics, embora estas duas estejam mais focadas nos microprocessadores para computadores e a Qualcomm para "smartphones", onde é líder de mercado.

Termina assim uma história que se previa turbulenta.

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