Como proteger os vosso dados pessoais de roubos online?

A grande quantidade de dados disponíveis na internet e armazenados nos dispositivos móveis chama a atenção dos cibercriminosos. Vale destacar que não são apenas as atividades sensíveis que oferecem riscos na internet. Rotinas comuns como usar redes Wi-Fi fora de casa, navegar nas redes sociais e checar os e-mails todos os dias podem abrir portas para o roubo de dados pessoais.

Os dispositivos conectados fazem cada vez mais parte da vida das pessoas, acompanhando a rotina desde o despertar até a hora de dormir – dentro e fora de casa. Mas apesar da tecnologia ter trazido muitos benefícios e facilidades para o dia a dia, ela também gerou uma série de riscos. Em especial, em relação à sua privacidade. 

A grande quantidade de dados disponíveis na internet e armazenados nos dispositivos móveis chama a atenção dos cibercriminosos. Vale destacar que não são apenas as atividades sensíveis que oferecem riscos na internet. Rotinas comuns como usar redes Wi-Fi fora de casa, navegar nas redes sociais e checar os e-mails todos os dias podem abrir portas para o roubo de dados pessoais. 

Como proteger os vosso dados pessoais de roubos online? 1

Aprovada e prestes a entrar em vigor no Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) nasceu para regular as atividades de tratamento de informações pessoais. Em resumo, ela coloca deveres para as empresas e direitos para o consumidor na tentativa de dar mais controle aos usuários em relação aos seus dados em bancos, sites e qualquer outro cadastro dentro e fora da internet.  

Contudo, esse tipo de abordagem não está apenas nas mãos das empresas com as quais você se relaciona. O usuário continua sendo o principal responsável pela segurança do que armazena e compartilha. Por isso, é fundamental adotar as boas práticas de proteção online para garantir que suas informações fiquem seguras, longe de vazamentos e roubos.  

Atenção aos dispositivos móveis 

O ponto mais básico para proteger sua privacidade é sempre bloquear a tela do seu smartphone. Esse é um método de segurança bastante simples que coloca uma primeira barreira contra criminosos (e curiosos) interessados nas informações pessoais armazenadas no aparelho. Se disponível, mantenha sempre ativo o desbloqueio por biometria e reforce a segurança com uma senha numérica. 

Outra atitude muito importante é sempre retomar os dispositivos ao padrão de fábrica antes de vendê-los ou doá-los. Isso vai garantir que o novo dono do aparelho (seja celular, tablet ou computador) não tenha acesso a absolutamente nada que já foi armazenado ali – de imagens e mensagens até e-mails e senhas. 

 

Ferramentas aliadas 

Muita gente costuma abrir mão, mas a instalação de um bom antivírus no computador ou celular ainda é uma das maneiras mais eficazes para proteger o seu dispositivo de quaisquer ameaças de roubo de dados. O que acontece é que esses programas evoluíram muito ao longo dos anos e, atualmente, são ferramentas bastante completas. Mais do que detectar ameaças, elas oferecem outros recursos, como Firewall e filtros antispam e antiphishing.

Outra questão que justifica a importância do antivírus é a atualização constante dos riscos virtuais. Os hackers e cibercriminosos estão adotando diariamente novos métodos de disseminar ameaças cada vez mais silenciosas para atrair novas vítimas. Quem tem um antivírus instalado vai receber um alerta de detecção e terá a oportunidade de escapar de cenários de invasão e roubo. 

 

Boas práticas de segurança 

Para se proteger no dia a dia, é crucial, por exemplo, evitar se conectar ao Wi-Fi público. Essas redes estão na mira dos cibercriminosos que buscam interceptar conexões para ter acesso a dados do seu smartphone ou computador. 

Entretanto, se você estiver em uma emergência e for necessário se conectar às redes abertas, limite-se ao uso básico. Não faça transações que envolvam informações sensíveis, como acessar o internet banking ou fechar compras online. A dica também vale para o uso de computadores compartilhados fora de casa. 

Mesmo quando conectado a uma conexão segura, é preciso se manter sempre um passo à frente da criminalidade virtual. Uma boa prática nesse sentido é alterar suas senhas periodicamente. Apesar de dar um pouco de trabalho, essa ação vai garantir que qualquer combinação vazada se torne inútil para quem tentar acessar os seus dados de e-mail ou redes sociais. 

Além de mudá-las com frequência, é fundamental fugir das senhas simples e criar palavras-passe difíceis e complexas. A recomendação geral das empresas de segurança é misturar letras (maiúsculas e minúsculas), números e caracteres especiais, como arroba, asterisco e exclamações. É importante ainda não repetir a mesma senha em mais de uma plataforma.

Disponível em aplicativos como WhatsApp, Instagram e Gmail, a verificação em duas etapas também vai te proteger com uma camada extra de segurança. Na prática, ela adiciona uma nova fase ao processo de login e dificulta a ação de criminosos que, de alguma maneira, tenham conseguido suas informações de acesso. Para completar a invasão, o hacker teria que ter o seu aparelho em mãos – pois o código de verificação é enviado para o dispositivo que configurou o recurso. 

Cuidados básicos na navegação

Estar atento no momento da navegação também é essencial para não acabar entregando (sem querer) seus dados pessoais aos criminosos. É difícil não se distrair diante de tantos estímulos visuais, mas perceber os detalhes é determinante para se manter seguro na internet. 

Ao acessar um site, por exemplo, sempre verifique se a página é verdadeira. Procure o cadeado no canto superior esquerdo, logo ao lado do link, e cheque se ele está classificado como confiável. Muitos criminosos virtuais criam sites falsos para atrair usuários desatentos e fazer a coleta não apenas de informações pessoais, mas, principalmente, as bancárias. 

Outra tática que os criminosos usam para invadir a sua privacidade é por meio de links enviados por e-mail. A melhor abordagem nesse sentido é desconfiar quando você não reconhece o remetente ou algum conhecido te manda uma mensagem inesperada ou sem sentido – pois ele já pode ter sido hackeado. 

Uma dica útil é passar o cursor do mouse por cima do endereço enviado no e-mail e conferir se a URL (que aparece no pé da página) faz sentido com o contexto da mensagem. A recomendação também vale para qualquer tipo de anexo. Nunca faça o download sem confirmar a procedência e o conteúdo. Afinal, com apenas um clique, você pode baixar um malware que abrirá todas as portas do computador para um roubo de dados. 

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