Ataques cibernéticos podem alimentar-se de Inteligência artificial

O WatchGuard Technologies Threat Laboratory prevê que a difusão da aprendizagem automática (machine learning) nas nossas vidas pode tornar-se uma forte ameaça cibernética se não tivermos os mecanismos de proteção adequados em vigor.

Desde há algum tempo, a inteligência artificial (IA) está muito mais presente nas nossas vidas do que possa parecer, desde os ambientes domésticos com assistentes de voz e dispositivos ligados, até à implantação em processos das empresas.

Ataques cibernéticos podem alimentar-se de Inteligência artificial 1

O WatchGuard Technologies Threat Laboratory prevê que a difusão da aprendizagem automática (machine learning) nas nossas vidas pode tornar-se uma forte ameaça cibernética se não tivermos os mecanismos de proteção adequados em vigor.

Uma startup chamada Lyrebird criou um algoritmo capaz de imitar a voz de qualquer pessoa e aprender a falar da mesma forma, usando inclusivamente as mesmas expressões verbais.

Este método, baseado em inteligência artificial, criou um algoritmo que pode ser encontrado nas imitações dos recentes presidentes dos Estados Unidos. Se um grupo de hackers usasse um algoritmo para criar bots que imitassem as pessoas com mais precisão, poderia utilizá-los para ligar ininterruptamente para uma base de dados e obter senhas, códigos de acesso a contas
bancárias ou números de cartão de milhares de pessoas.

Os mais recentes modelos de smartphones estão a adotar a inteligência artificial nos novos chips
que estão a ser desenvolvidos. Como resultado dessa adoção, o dispositivo será capaz de
interpretar certas ações repetitivas dos proprietários, a fim de prever a necessidade de uso e serviços.

Esta via também pode ser aproveitada pelos hackers. O mapa das nossas vidas, como
horários, preferências de compras, refeições ou restaurantes visitados, gera um Big Data muito
útil para que os algoritmos de inteligência artificial nos ofereçam produtos e serviços adequados às nossas necessidades.

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Isto pode tornar-se numa faca de dois gumes se os hackers assumirem o controlo do seu dispositivo móvel ou se utilizarem a sua identidade.

Comunicamos com determinados serviços bancários ou lojas on-line através dos sites ou
aplicações móveis, através de mensagens de texto que são respondidas, em primeira instância,
pelos chamados chatbots. Algo semelhante está a ser adotado por muitas empresas por meio de
técnicas conhecidas como Inbound Marketing para gerar conteúdo específico e personalizado
para os clientes, distribuído por meio de sistemas de inteligência artificial. Em 2018, muitos ataques foram realizados através de falhas de segurança exploradas nestas plataformas, e não pela criação de sites falsos orientados para phishing. Portanto, a introdução de malware em aspetos da inteligência artificial pode produzir resultados inesperados.

A tecnologia "baseada em regras" responde aos padrões mais usados para comprometer
sistemas e permite a análise de grandes quantidades de dados para identificar ataques anteriores ou estabelecer comportamentos que representam um risco. A inteligência artificial será cada vez mais usada por hackers. Isto explica-se pela democratização dessas ferramentas, bem como pela disponibilidade de informações sobre produtos de segurança, o que permite a criação de algoritmos que descobrem automaticamente novas formas de ataque.

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