Apple tem feito mais do que se pensava para agradar às autoridades chinesas

A Apple treina os seus analistas de aplicações e usa um software especial para inspecionar aplicações para detetar quaisquer tópicos que a Apple considere proibidos na China, onde se inclui a Praça Tiananmen, o movimento espiritual chinês Falun Gong, o Dalai Lama e a independência do Tibete e Taiwan.

A Apple criou um sistema burocrático interno que rejeita ou remove aplicações que a empresa acredita que possam entrar em conflito com as regras chinesas. A Apple treina os seus analistas de aplicações e usa um software especial para inspecionar aplicações para detetar quaisquer tópicos que a Apple considere proibidos na China, onde se inclui a Praça Tiananmen, o movimento espiritual chinês Falun Gong, o Dalai Lama e a independência do Tibete e Taiwan.

Apple tem feito mais do que se pensava para agradar às autoridades chinesas 1

  • Apple afirma que remove aplicações para cumprir as leis locais.

Em 2018, os reguladores da Internet da China ordenaram que a Apple rejeitasse uma aplicação de Guo Wengui, um bilionário chinês que fez denúncias de corrupção dentro do Partido Comunista. Os principais executivos da Apple decidiram adicionar Guo à "lista de Aplicações sensíveis na China" da Apple, o que significa que o software ao detetar as aplicações deste programador ou os analistas iriam rejeitar as aplicações, de acordo com documentos judiciais.

Quando uma aplicação de Guo mais tarde passou pelas defesas da Apple e foi publicado na App Store, as autoridades chinesas contataram a Apple exigindo respostas. O chefe de Análise de aplicações da Apple enviou aos colegas um e-mail às 2h32 que dizia: “esta aplicação e qualquer aplicação Guo Wengui não podem estar na loja da China” A Apple investigou o incidente e depois despediu o revisor que aprovou esta aplicação.

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A Apple afirma que demitiu o revisor de aplicações por baixo desempenho e que removeu a aplicação de Guo na China porque determinou que era ilegal.

Desde 2017, cerca de 55.000 aplicações desapareceram da App Store da Apple na China, a maioria permanece disponível em outros países, de acordo com uma análise do jornal Times.

Mais de 35.000 dessas aplicações eram jogos, que na China devem ter a aprovação dos reguladores. As 20.000 restantes abrangem uma ampla gama de categorias, onde se inclui agências de notícias estrangeiras, serviços de namoro gay e aplicações de mensagens criptografadas. A Apple também bloqueou ferramentas para organizar protestos pró-democracia e que contornam as restrições de internet, bem como aplicações sobre o Dalai Lama.

A Apple contestou os números do The Times, e diz que alguns programadores removeram as suas próprias aplicações na China.

 

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