A Apple está a considerar uma das suas decisões mais radicais dos últimos anos: recorrer a empresas externas para fornecer a inteligência artificial por trás da Siri. Sim, leu bem. A empresa que sempre defendeu o controlo total sobre o seu hardware e software está agora em negociações com a OpenAI (criadora do ChatGPT) e a Anthropic (criadora do Claude), com o objetivo de transformar a Siri numa assistente mais inteligente e útil.
Segundo o reputado jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, estas conversações ainda estão numa fase inicial, mas já envolvem a possibilidade de versões personalizadas dos modelos destas empresas a correrem em servidores da Apple — mantendo assim, pelo menos em parte, a filosofia de privacidade que a marca tanto preza.
Neste artigo vão encontrar:
Uma Siri a precisar de ajuda
A Siri foi lançada em 2011 e, durante anos, foi sinónimo de inovação no mundo das assistentes virtuais. No entanto, o tempo passou — e passou por cima dela. Assistentes como o Google Assistant, a Alexa da Amazon e, mais recentemente, ferramentas baseadas em modelos de linguagem de grande escala (LLMs) como o ChatGPT ou o Gemini da Google colocaram a Siri numa posição desconfortável.
Hoje, enquanto a Siri continua a ser útil para tarefas básicas como definir alarmes ou enviar mensagens, falta-lhe compreensão contextual, raciocínio e fluidez nas conversas — pontos onde os modelos de IA generativa brilharam nos últimos anos.

A promessa da Apple… adiada
Durante o ano de 2024, a Apple chegou a anunciar que estaria a preparar uma grande atualização para a Siri, com base numa abordagem completamente nova à inteligência artificial. O plano passava por substituir os componentes antigos da Siri por um novo sistema baseado num modelo de linguagem interno apelidado de LLM Siri.
No entanto, os desafios técnicos acumulam-se. Fontes internas indicam que a integração entre a nova IA e a estrutura antiga da Siri tem sido complexa, o que levou à adiamento da reformulação completa da assistente, que agora poderá só ser lançada na primavera de 2026 — ou até mais tarde.
Porque terceirizar pode ser a melhor jogada
Para uma empresa como a Apple, conhecida pela obsessão com o controlo e pela rejeição de depender de terceiros, esta possível parceria com a OpenAI ou a Anthropic marca uma mudança sísmica.
Mas a verdade é que, num mundo onde a evolução da IA acontece a um ritmo vertiginoso, a Apple pode simplesmente não ter tempo para construir algo competitivo do zero. Ao colaborar com empresas que já têm modelos testados, treinados e populares, a Apple pode acelerar o desenvolvimento da nova Siri e garantir que não fica para trás na corrida da IA.

Segurança e privacidade continuam no centro
Mesmo com esta possível “terceirização” da inteligência, a Apple não pretende abrir mão dos seus princípios. A ideia é que as versões dos modelos de IA da OpenAI ou da Anthropic corram em servidores próprios da Apple, garantindo maior controlo sobre a privacidade e segurança dos dados dos utilizadores.
Este compromisso é essencial para manter a confiança dos seus clientes, sobretudo numa altura em que o debate sobre a utilização ética da IA e dos dados pessoais está mais aceso do que nunca.
O que vem a seguir?
Para já, o projeto LLM Siri continua em desenvolvimento. No entanto, com a pressão crescente do mercado — e com os utilizadores cada vez mais exigentes — a Apple precisa de agir rápido. E recorrer a empresas externas, mesmo que de forma temporária, pode ser a única forma de manter a Siri relevante nos próximos anos.
O mais curioso é que esta possível aliança pode não ser apenas uma solução de recurso: pode transformar-se num novo modelo de colaboração entre gigantes da tecnologia. Se a Apple conseguir manter o seu ADN e ao mesmo tempo aproveitar o melhor da IA generativa de terceiros, poderemos assistir ao nascimento de uma Siri verdadeiramente nova.
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