A Apple está prestes a realizar a mudança mais radical na Siri desde o seu lançamento em 2011. De acordo com informações recentes avançadas pela Bloomberg, a gigante de Cupertino está a desenvolver uma nova versão da sua assistente virtual, internamente apelidada de projeto Campos. Esta atualização não será apenas um ajuste de software, mas sim uma metamorfose completa que transformará a Siri num chatbot conversacional de pleno direito, capaz de rivalizar diretamente com o ChatGPT da OpenAI e o Gemini da Google.
A grande novidade reside na parceria estratégica entre a Apple e a Google. Ao contrário do que muitos esperavam, o motor que dará vida a este novo “cérebro” da Siri será uma versão personalizada do Google Gemini. Esta decisão marca uma viragem histórica na política de privacidade da Apple, uma vez que o processamento de muitas destas tarefas complexas poderá ocorrer nos servidores da Google, abandonando a dependência exclusiva do processamento local (on-device) que a marca sempre defendeu como bandeira.
Neste artigo vão encontrar:
O que muda com a Siri Campos no iOS 27?
A nova Siri Campos será integrada profundamente no iOS 27, iPadOS 27 e macOS 27 (codenomeados internamente como Rave e Fizz). No seu interior, o assistente deixará de ser apenas um executor de comandos simples para se tornar um parceiro de diálogo. Entre as novas capacidades destacam-se:
- Conversação Natural: Capacidade de manter diálogos contínuos, compreendendo o contexto de perguntas anteriores sem necessidade de repetir comandos.
- Análise de Ecrã: A Siri poderá “ver” o que está a acontecer nas janelas abertas do utilizador, permitindo, por exemplo, resumir um documento PDF aberto ou sugerir respostas baseadas num e-mail que está a ler.
- Criação de Conteúdo: Geração de imagens, resumo de textos longos e até ajuda na escrita de código diretamente no Xcode.
- Controlo Avançado de Apps: Integração profunda com Fotos, Mail e Mensagens, permitindo pedidos como “encontra a foto da minha viagem a Londres onde estou a comer um gelado e recorta-a para formato quadrado”.
Embora a Apple tenha testado o projeto como uma aplicação independente (com o nome Veritas), a decisão final foi embutir esta inteligência diretamente no sistema operativo, mantendo os métodos habituais de ativação: o comando de voz “Siri” ou o pressionar do botão lateral.

A transição: iOS 26.4 como antecâmara
A chegada da Siri Campos no final de 2026 será o culminar de um plano de várias etapas. Antes disso, a Apple planeia lançar a versão 10 do seu modelo de inteligência (Apple Foundation Models version 10) com o iOS 26.4, agendado para a primavera de 2026. Esta atualização intermédia trará as funcionalidades de personalização da Apple Intelligence que foram prometidas inicialmente em 2024, mas que sofreram sucessivos atrasos.
Já a Siri do iOS 27 correrá a versão 11 dos modelos da Apple, que será significativamente mais poderosa e comparável ao Gemini 3. Uma das discussões internas mais intensas na Apple recai sobre a “memória” do chatbot. Enquanto o ChatGPT consegue recordar interações passadas para personalizar respostas futuras, a Apple está a debater limites estritos para esta funcionalidade, de forma a proteger os dados sensíveis dos utilizadores, um pilar que a empresa ainda tenta equilibrar com as exigências da IA generativa moderna.
WWDC 2026: O palco da revelação
A apresentação oficial desta revolução está marcada para a WWDC 2026, que deverá ter lugar a partir de 8 de junho de 2026. Durante este evento, a Apple deverá mostrar como a Siri deixará de ser um ícone estático para se tornar numa interface fluida que permeia todo o ecossistema. Espera-se que, além dos iPhones e Macs, esta nova inteligência chegue também a novos dispositivos, como o rumorizado “AI Pin” da Apple, um wearable equipado com câmaras e colunas.
O lançamento oficial para o público deverá coincidir com a chegada dos novos iPhones em setembro de 2026. Vale notar que a Apple está a desenhar o projeto Campos para ser modular. Isto significa que, embora o Google Gemini seja o parceiro inicial, a Apple reserva-se o direito de trocar o modelo subjacente no futuro, caso desenvolva uma solução própria igualmente capaz ou decida negociar com outros parceiros como a Anthropic.
Conclusão
Com o projeto Campos, a Apple admite finalmente que a Siri precisava de uma renovação total para não ficar irrelevante na era dos chatbots. A aposta no motor do Google Gemini para alimentar o iOS 27 é um passo pragmático que coloca a utilidade e a inteligência à frente do orgulho de software próprio. Se esta nova Siri for capaz de realmente analisar o que temos no ecrã e agir em nosso nome de forma segura, a Apple poderá recuperar o terreno perdido e redefinir novamente a forma como interagimos com os nossos dispositivos móveis.
Estás entusiasmado com uma Siri que se comporta como o ChatGPT, ou preferias que a Apple mantivesse a assistente focada apenas em tarefas simples e locais para proteger a tua privacidade?
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