Aplicações de Música para Android: Hora de Melhorar!

Lembras-te, tu, dos tempos em que os leitores de música dedicados eram reis nos nossos bolsos? Desde o icónico iPod até aos leitores MP3 mais genéricos, estes gadgets eram a norma para quem levava a música a sério. Mas, com a ascensão imparável dos smartphones, esses pequenos companheiros foram sumariamente despachados para o caixote do esquecimento. Afinal, quem é que, em sã consciência, quer carregar dois dispositivos quando um só faz tudo e mais alguma coisa? O que é que, na verdade, impulsionou esta mudança radical? A resposta é tão simples quanto frustrante: conveniência. Os smartphones unificaram um sem-fim de funcionalidades num único aparelho. Desde chamadas, mensagens, até à navegação online e, claro, a reprodução de música. Isto criou uma expectativa, quase uma exigência, de que a experiência musical nos nossos telemóveis fosse, no mínimo, exemplar. No caso do iPhone, muitos concordam que a promessa é cumprida. Mas e o Android? Ah, meu caro, aí a história é outra. É, para ser franco, um embaraço.

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A experiência musical no Android: um desafio que roça o masoquismo

 

Uma odisseia atribulada

Para quem, como eu, se aventurou no mundo Android com a esperança de uma experiência musical decente, a realidade é um labirinto de frustrações. Recentemente, andei a testar os Samsung Galaxy Buds 3 Pro em vários telemóveis, incluindo o Motorola Edge 70, na vã esperança de encontrar uma solução prática para as minhas necessidades musicais diárias. O que descobri foi um universo de aplicações de qualidade duvidosa, pagamentos *in-app* que te sugam a carteira, um impulso agressivo para subscrições e, claro, anúncios a perder de vista. Se estás a pensar iniciar a tua jornada musical num dispositivo Android, prepara-te para uma montanha-russa de emoções que te vai deixar enjoado. Se o teu foco principal num novo telemóvel é a música, talvez devas, e digo-te isto com toda a franqueza, ponderar seriamente outras opções.

O fascínio do iPhone: música à tua mercê

 

Por que raio funciona tão bem?

A Apple parece ter acertado em cheio na forma como a música é gerida nos seus dispositivos. Através do iTunes, podes descobrir e comprar novas faixas e organizá-las numa playlist pessoal, sem anúncios intrusivos ou subscrições indesejadas a chatear-te. E, se és fã de podcasts, a Apple Music e o Apple Podcasts têm tudo o que precisas, com uma interface intuitiva e um design coeso que te coloca a poucos cliques do que desejas ouvir. A simplicidade é a chave, e a Apple domina-a. Não precisas de mais do que alguns toques para encontrar e ouvir música ou podcasts. Mesmo que começasse do zero, saberia exatamente onde procurar. É assim que se faz.

Android: uma experiência que te faz arrancar os cabelos

 

Por onde é que se começa, afinal?

Ao ligar um telemóvel Android pela primeira vez, a questão persiste, e é irritante: onde estão os meus podcasts? Onde é que compro música? Existe uma aplicação padrão, ou é cada um por si? Desde o desaparecimento do Google Play Music e do Google Podcasts, nada parece óbvio. O YouTube Music é uma opção para subscritores do YouTube Premium, mas, para quem não é, resta apenas a Play Store, que é um mar de aplicações semelhantes, e na maioria, medíocres. E, claro, se te atreveres a fazer uma pesquisa por “reprodutor de música”, serás inundado com opções que, na sua maioria, são variações do mesmo tema: anúncios massivos e uma experiência de utilizador que te faz questionar a sanidade dos programadores.

O custo aumenta, mas a qualidade continua a ser uma piada

 

Pagas mais, mas recebes uma miséria

Não são apenas as músicas que são difíceis de encontrar. Os podcasts também estão escondidos num mar de aplicações que te fazem perder a paciência. Enquanto o YouTube Music suporta podcasts, muitas vezes os teus favoritos simplesmente não estão listados. A alternativa? Adicionar via RSS, como se estivéssemos em 2010, com a internet a discar. É ridículo. Optei por experimentar o Podcast Addict, uma aplicação que me foi recomendada no Reddit. No entanto, deparei-me com um design sem brilho e mais anúncios. Para removê-los? Mais um custo mensal. A experiência no Android não é apenas desorganizada e incoerente; é, pura e simplesmente, frustrante e um insulto à tua inteligência.

Conclusão: há alguma solução para este descalabro?

 

Talvez não no Android, e isso é um problema

Se te questionas sobre o porquê de as pessoas ainda preferirem o iPhone para ouvir música, a resposta está na simplicidade e na eficiência que o Android parece incapaz de replicar. Enquanto o Android luta, e falha miseravelmente, para competir com a oferta coesa e intuitiva da Apple, muitos utilizadores encontram-se insatisfeitos, à procura de uma solução que, francamente, não existe no ecossistema verde. Quer seja a comprar música ou a ouvir podcasts, a experiência no iPhone é, sem dúvida, mais suave e integrada. Até que algo mude drasticamente no mundo Android – e não estou a ver isso a acontecer tão cedo –, a escolha parece clara. Por isso, se queres estar a par de todas as novidades tecnológicas, e não queres ser enganado por promessas vazias, segue o AndroidGeek. Aqui, estamos sempre atentos às últimas tendências e inovações, e não temos medo de dizer as verdades.

Sobre o Autor

Joao Bonell

Fundador do Androidgeek.pt. Trabalho em tecnologia há mais de dez anos. Apaixonado por tecnologia, Publicidade, Marketing Digital, posicionamento estratégico, e claro Android.
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