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Análise mercado de Smartphones e sistemas operativos móveis 2019. O passado o presente e o futuro

Passados pouco mais de 12 meses sobre a publicação de um primeiro artigo relativamente ao que nos diz a #Internet sobre os tipos de dispositivos, os sistemas operativos e os fabricantes que fazem uso dos serviços disponíveis online, regressamos com uma atualização dos dados e resultados. Não vamos repetir o detalhe de todos os conceitos e definições que corporizam as diversas dimensões de análise, mas, para quem teve a oportunidade de ler o artigo de 2018, reforçamos algumas ideias que são importantes e sustentam a análise destes resultados:

Passados pouco mais de 12 meses sobre a publicação de um primeiro artigo relativamente ao que nos diz a Internet sobre os tipos de dispositivos, os sistemas operativos e os fabricantes que fazem uso dos serviços disponíveis online, regressamos com uma atualização dos dados e resultados.
Não vamos repetir o detalhe de todos os conceitos e definições que corporizam as diversas dimensões de análise, mas, para quem teve a oportunidade de ler o artigo de 2018, reforçamos algumas ideias que são importantes e sustentam a análise destes resultados:

⦁ Para dar corpo a estes artigos recorremos a um dos mais conhecidos e conceituados coletores de dados, o  Global Stats, da StatCounter, o qual recolhe, compila e divulga uma quantidade significativa de indicadores de utilização dos diversos tipos de dispositivos.
⦁ As estatísticas do Global Stats são baseadas em dados colecionados numa amostra que excede 10 mil milhões de pageviews por mês a partir de um contingente significativo da rede StatCounter em mais de 2 milhões de websites.
⦁ Este artigo reporta-se a dados da antecâmara do período pré-natalício (até agosto de 2019). Quando, como é habitual, a generalidade dos fabricantes investe fortemente no último trimestre de cada ano, preparando novidades tecnológicas significativas. Os anúncios mediáticos da Apple, Samsung e Huawei são, nesse contexto, um exemplo paradigmático. Todavia, sendo o segundo artigo neste formato, reflete os resultados do último trimestre de 2018.

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Em 2018 optámos por desenvolver o artigo em função dos três indicadores que capturámos no StatCounter: Tipo de Dispositivo; Sistema Operativo; e Fabricantes. E para estes indicadores fomos explorando os resultados das diversas zonas geográficas do globo.

Este ano vamos inverter a matriz. Olhando para as localizações geográficas, vamos perceber as tendências e as preferências dos utilizadores.

Para além da análise World Wide, estratificámos os pontos geográficos analisados no ano transato em três clusters:

⦁ Cluster 1 – Cluster Apple: América do Norte, Oceânia, Estados Unidos e Reino Unido.
⦁ Cluster 2 – Cluster Windows: Europa, América do Sul e Portugal.
⦁ Cluster 3 – Cluster Mobile: África e Ásia.

Curiosamente estas denominações representam um fabricante, um sistema operativo e um tipo de dispositivo.
Saliente-se ainda que na perspetiva dos fabricantes decidimos manter a análise do Top 5, verificando que, 12 meses depois, as marcas em questão são exatamente as mesmas: Samsung; Apple; Xiaomi; Huawei; e Oppo.

World Wide

Em termos mundiais, os resultados ao nível do tipo de dispositivo e de sistema operativos mantém-se, existindo uma inflexão entre a Xiaomi e a Huawei, com esta última a posicionar-se no 3º posto.

Evolução da Utilização por Tipo de Dispositivo

Gráfico 1 - Evolução da Utilização por Tipo de Dispositivo
Gráfico 1 - Evolução da Utilização por Tipo de Dispositivo

Apesar da nossa investigação, não conseguimos apurar, em rigor, o fenómeno Mobile entre setembro e novembro de 2018. Facto é que, até maio de 2019, os tipos Mobile e Desktop se equivaleram. É a partir do mês de junho que o tipo Mobile se destaca novamente. Ou seja, a predominância Mobile observada entre 2017 e 2018 é contrariada por uma equivalência, entre 2018 e 2019, imposta pelo tipo Desktop. Possivelmente, as tensões de mercado originadas por fenómenos políticos poderão ter contribuído para, em determinado momento, fazer regressar os utilizadores ao ambiente Desktop.

Com estes indicadores, é muito fácil afirmar que as utilizações Mobile e Desktop se continuam a posicionar como os ambientes largamente preferidos dos utilizadores. Por sua vez, o modelo Tablet mantem uma redução ligeira, mas sustentada. Com a evolução tecnológica e, em particular, com a introdução dos Smartphones dobráveis afigura-se um grande desafio para os Tablet. A reação dos utilizadores a este tipo de tecnologia poderá vir a condicionar o futuro deste tipo de equipamentos.
Do ponto de vista do Sistema Operativo verifica-se alguma “consonância” com o comportamento aferido para o Tipo de Dispositivo.

Evolução da Utilização por Sistema Operativo

Gráfico 2 - Evolução da Utilização por Sistema Operativo
Gráfico 2 - Evolução da Utilização por Sistema Operativo

 

Em particular porque a predominância Android no ciclo 2017-2018 é sucedida por uma equivalência em 2018-2019 e porque, a partir de junho de 2019, o sistema Android volta a destacar-se do sistema Windows.

Em termos de tendências, observa-se uma estabilização, todavia há que salientar uma média “sólida” de cerca de 13,5% do sistema iOS. Enquanto no tipo de dispositivo é registada uma lenta descida na utilização dos modelos Tablet, o sistema iOS não nos faz antever tal tendência, sendo até perspetivável que possa paulatinamente se aproximar dos 15%. Para quem acompanhou com algum rigor os últimos 12 meses, possivelmente as tensões de mercado e as pressões políticas estejam a trabalhar neste desiderato.

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Todavia, na área dos sistemas operativos, o grande desafio mantém-se. É facto que estes três sistemas são provenientes das gigantes Norte-Americanas. O Android da Google, o Windows da Microsoft e o iOS da Apple. É verdade que, atualmente, todos estes sistemas têm uma ligação muito forte ao fenómeno Linux, mas também é facto que este sistema tem uma utilização “marginal”. Se considerarmos que o OSx da Apple, ainda que muito longe do iOS, é, dos “pequenos”, o mais representativo, então fica-nos a parecer que o movimento estratégico destas gigantes conseguiu suster um eventual crescimento do Linux nos nossos ambientes de trabalho.

Portanto, o enigma é perceber se este grande desafio poderá ter alguma evolução passando a existir, neste panorama, um sistema operativo que não pertença às gigantes Norte-Americanas, nem ao continente Americano. A palavra aos fabricantes.
E por falar em fabricantes, nada melhor do que rever o posicionamento e as tendências destes. Ao analisar preparatoriamente os dados, rapidamente percebemos que os 5 fabricantes (Top 5) escolhidos em 2018 se iriam repetir neste artigo.

Evolução da Utilização por Fabricante (Top 5)

Gráfico 3 - Evolução da Utilização por Fabricante (Top 5)
Gráfico 3 - Evolução da Utilização por Fabricante (Top 5)

 

Observando este Top 5, as principais curiosidades são:

⦁ Os fabricantes chineses mantêm um assinalável e sustentado crescimento;
De entre estes, a Huawei assumiu uma posição predominante, ultrapassado a Xiaomi, mas, em termos de tendência, é a Oppo quem mais revela potencial de crescimento;
⦁ A Aplle denota uma ligeira tendência de crescimento e, apesar de um bom início de 2019, é a Samsung que continua paulatinamente a ceder perante os concorrentes.
Considerando o espectro de mercado, é assinalável o posicionamento e evolução da Huawei que, mesmo perante tremenda pressão, mantem uma linha de crescimento que só a qualidade dos seus produtos pode justificar.
Neste contexto, não são perspetiváveis grandes alterações. O cenário observado em 2018 mantem-se e apenas a ligeira tendência de subida da Apple se desvia do observado há cerca de 12 meses.
Resumindo, do ponto de vista de utilização global são reiterados os dados apurados em 2018:
⦁ Mobile é o tipo de dispositivo preferido pelos utilizadores;
⦁ Android é o sistema operativo que acompanha o tipo Mobile;
⦁ Samsung, apesar da tendência, continua a ser a marca de referência dos utilizadores.
São estes resultados dos três parâmetros em equação que vamos utilizar na análise comparativa com os Clusters previamente enunciados. E, saliente-se que, estes Clusters foram “construídos” a partir das características comuns e das predominâncias percecionadas.

Cluster 1 – Apple

O Cluster 1 diverge em todos os parâmetros do que observamos no contexto mundial. As zonas em questão (com 2 continentes e 2 países) constituem-se bastiões da Apple. É no parâmetro fabricante que as diferenças relativamente aos indicadores globais são mais notórias e, portanto, a escolha da designação para o Cluster.

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No que respeita ao tipo de dispositivo Desktop, a sua predominância é consistente, sendo que é mais acentuada na Oceânia e apenas no Reino Unido existe uma tendência decrescente com a aproximação dos dispositivos Mobile.
O sistema operativo Windows é igualmente predominante. Refira-se, no entanto, uma tendência de queda deste sistema operativo, em particular no Reino Unido, onde o Android, apesar de último neste ranking, tem subido consistentemente e o sistema iOS mantem uma apreciável quota de utilização.
Mas a predominância Apple no parâmetro fabricante é a que mais caracteriza este Cluster. Mais acentuada nos Estados Unidos e na Oceânia, menos na América do Norte e no Reino Unido, a liderança da Apple é incontestável e não mostra qualquer tipo de quebra.

Cluster 2 – Windows

O Cluster 2 diverge, do que observamos no contexto mundial, nos parâmetros Tipo de Dispositivo e Sistema Operativo, mas converge no Fabricante. As zonas em questão (com 2 continentes e o nosso país) constituem-se dominantes do sistema Windows. E, à imagem do Cluster anterior, é no parâmetro sistema operativos que as diferenças relativamente aos indicadores globais são mais acentuadas.

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O tipo de dispositivo Desktop é predominantemente consistente, sendo que a sua maior expressão se regista na América do Sul. Em Portugal, não tendo a mesma preponderância, não se verifica uma tendência de aproximação dos outros tipos. Facto que é cada vez mais notório na Europa com a aproximação do tipo Mobile.
O sistema operativo Windows é inequivocamente predominante. Apesar de uma tendência de queda deste sistema operativo em Portugal e, principalmente, na Europa, onde o Android, na perseguição ao seu concorrente, tem subido consistentemente. A diferença entre estes sistemas cifra-se, em 2019, na ordem dos 6,5%, quando há um ano estava na ordem dos 13,2%. Ou seja, uma redução para metade.
A predominância Samsung no parâmetro fabricante, não sendo a característica mais realçada, é a que que converge com os indicadores globais. Não podemos, no entanto, deixar de salientar que:

⦁ Na Europa, as marcas Huawei e Xiaomi crescem a bom ritmo, sendo que a Huawei se aproxima, cada vez mais, da Apple;
⦁ A América do Sul é o continente em que, por larga percentagem, a Samsung domina;
⦁ no nosso país, a Huawei está claramente a ombrear com a Apple, ao mesmo tempo que se aproxima da Samsung;
⦁ a Xiaomi conquistou imensa expressão, passando de 4,8% em 2018 para 8,6% em 2019.

Cluster 3 – Mobile

O Cluster 3, por sua vez, converge em todos os parâmetros do que observamos no contexto mundial. As zonas em questão (2 continentes) constituem-se referências geográficas do tipo Mobile. É no parâmetro tipo de dispositivo que as percentagens de utilização mais se evidenciam e, uma vez mais, a escolha da designação para o Cluster.
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Os continentes Africano e Asiático mantêm, na essência, os indicadores apresentados em 2018.
No que respeita ao tipo de dispositivo Mobile, a sua predominância é inequívoca, igualmente acentuada nos 2 continentes, sendo que, nesta fase, não é fácil realizar previsões que possam indiciar uma situação futura.
Dando corpo ao indicador Mobile, o sistema operativo Android é igualmente predominante. Refira-se, no entanto, uma tendência de queda deste sistema operativo, em particular no continente Africano, onde os sistemas Windows e iOS denotam uma subida muito ligeira.

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A predominância Samsung no parâmetro fabricante é igualmente característica deste Cluster. Com valores entre os 30 e 35% a liderança da marca é uma realidade. Contudo, com diferentes comportamentos entre continentes, a Apple, a Huawei, a Xiaomi e a Oppo fazem antever uma “luta muito interessante” nos próximos anos. Se, no continente Asiático a Xiaomi ombreia com a Apple, no continente Africano é a Huawei que tem prevalecido sobre a Apple, com exceção aos 2 últimos meses em análise (julho e agosto de 2019). Por outro lado, e sem margem de dúvida, o espaço Oppo é o continente Asiático, sendo esta zona geográfica que contribui decisivamente para a inclusão da marca no Top 5.

Regressando a 2018

No artigo do ano passado, deixámos um conjunto de questões sobre as possíveis evoluções dos indicadores em análise. E, portanto, importa rebuscar essas questões, fazer um ponto de situação sintético e aferir se faz sentido manter as questões para próxima análise ou se as mesmas devem ser reformuladas ou substituídas.
As respostas às questões colocadas foram, de alguma forma, sendo descritas ao longo deste artigo e, para este objetivo, vamos sintetizar, tanto quanto possível, cada resposta.

Q1: Irá o Mobile manter a sua preponderância? Ou irá ainda crescer? Que tipo poderá ser “penalizado”? Desktop? Tablet?

Na verdade, o Mobile mantem-se como tipo mais utilizado. Todavia, não cresceu e houve um momento em que o tipo Desktop ultrapassou o tipo Mobile e outros em que se aproximou. A tendência, nos últimos meses de análise, é para nova predominância do tipo Mobile, ainda assim não podem ser retiradas conclusões, dado que os atuais posicionamentos se equivalem aos do ano transato. Considerando, as movimentações tecnológicas em curso, nomeadamente smartphones dobráveis e tablets, esta questão deverá ser reequacionada para próxima análise.

Q2: Qual o futuro do Android? Irá manter o seu mercado ou ainda tem margem de crescimento? Neste contexto, quais as posições em que ficam o Windows e o iOS? E que respostas são de esperar dos seus fabricantes?

Tal como na questão Q1, o posicionamento relativo e as tendências dos “concorrentes” mantêm-se equivalentes. Nesta perspetiva, a principal questão a colocar prende-se com o futuro do Android, em particular no mercado Asiático. A “batalha” entre os Estados Unidos e a Huawei pode, ou não, trazer novidades nos próximos meses. Portanto, esta questão merece reformulação para futura análise.
Q3: O que irá acontecer neste binómio entre Samsung+Apple versus fabricantes chineses? Com o crescimento destes que impactos teremos nos modelos de computação e nos sistemas operativos?

A resposta a esta terceira questão é muito simples. O binómio não sofreu alterações significativas ainda que se possa apontar o ligeiro e continuo crescimento dos fabricantes chineses. Quer do ponto de vista de modelos computacionais, quer do ponto de vista de sistemas operativos também não se operaram alterações significativas. É verdade que estão disponíveis novas funcionalidades e que os utilizadores estão a tirar partido das mesmas. Todavia, não se registou nenhuma transformação na essência da utilização dos tipos de dispositivos, dos sistemas operativos e dos equipamentos destes principais concorrentes. Talvez os próximos meses possam induzir algo novo e, portanto, faz sentido manter a questão para próxima análise.

Questões para 2020 e Ideias a Reter

Como sistematizado, parece-nos fazer todo sentido manter a primeira (Q1) e a terceira (Q3) questões. A segunda questão, por sua vez, merece alguma revisão. Se, por um lado, mantemos interesse em perceber o comportamento dos 3 principais concorrentes, em particular do líder Android, por outro lado, importa perceber a evolução do mercado dos sistemas operativos.
Na verdade, podemos estar na antecâmera de, por parte de um fabricante do Top 5 analisado, existir o lançamento massivo de um novo sistema operativo. E, pela movimentação que vamos observando, assim a Huawei esteja ciente da não disrupção dos serviços que os utilizadores estão hoje aculturados com o sistema Android, o mercado de sistemas operativos poderá ter uma nova configuração.
Portanto, e partindo das questões a repetir, as questões a responder serão:

  • Q1: Irá o Mobile manter a sua preponderância? Ou irá ainda crescer? Que tipo poderá ser “penalizado”? Desktop? Tablet?
  • Q2: (ex-Q3) O que irá acontecer neste binómio entre Samsung+Apple versus fabricantes chineses? Com o crescimento destes que impactos teremos nos modelos de computação e nos sistemas operativos?
  • Q3: Com as tensões de mercado que os Estados Unidos e a China interpretam nesta altura, o que reserva o futuro para o Android? Irá manter o seu mercado? Tem margem de crescimento? Ou, a existência de concorrência poderá condicionar a liderança?
  • Q4: Com esta “incerteza” na área do Android, quais como se posicionam o Windows e o iOS? E que respostas são de esperar dos seus fabricantes? Será que a Microsoft, baseada no “novo Windows 10”, vai tentar reabilitar o Windows Phone com uma nova arquitetura e uma nova interface de utilizador? Quais as intenções da Apple?
  • Q5: Nesta “guerra” dos fabricantes como se vão encaixar os dispositivos, cada vez mais frequentes, de consumerização (SmartTV’s, …)? Os sistemas micro-kernel vão ou não assumir uma preponderância grande em função da domótica que “as nossas casas” cada vez mais vão possuir?

Acompanhem-nos, pois as respostas a estas questões irão muito possivelmente surgir, durante 2020, nos diversos artigos de acompanhamento tecnológico no AndroidGeek.

Evidências

Falar de evidencias é, por um lado, observar e interpretar estes dados, e por outro, sintetizar a atualidade e tentar prever os próximos doze meses. É, esta segunda parte, que iremos abordar de seguida.

E1: Evidências de 2018

As três evidências apresentadas em 2018 foram:

⦁ “O Mundo está a mover-se para os Dispositivos Móveis”
⦁ “O Mundo está a mover-se para o Sistema Operativo da Google”
⦁ “O Mundo está a mover-se para comprar aos fabricantes Chineses”

E, das três evidências apresentadas, apenas uma é corroborada pelos dados que, este ano, partilhamos convosco.
De facto, os indicadores de utilização continuam a mostrar crescimento dos fabricantes chineses. Crescimento moderado é certo, mas pela análise dos dados, sustentado. Por sua vez, o tipo de dispositivo Desktop e o sistema operativo Windows colocaram, nos meses em análise, em causa a liderança quer do tipo Mobile, quer do sistema Android, respetivamente.

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E, portanto, até em função da conjuntura comercial, parece-nos que para 2019, deveríamos abandonar as duas primeiras evidencias e manter apenas a terceira. A oferta do mercado chinês é cada vez mais forte. As três marcas em análise são referência, mas existe um leque de outros concorrentes a crescer no continente Asiático e que, cada vez mais, chegam aos restantes mercados e continentes.
Ideia: “O Mundo continua a mover-se para comprar aos fabricantes Chineses”

E2: África e Ásia

O segundo ponto a assinalar diz respeito a um fenómeno repetido. Tal como em 2018, os continentes Asiático e Africano, ou Cluster Mobile, são as zonas geográficas em que os indicadores de utilização coincidem com os resultados World Wide.

Esta situação não será certamente alheia ao número de utilizadores e ao crescimento tecnológico em curso nestes continentes. O número de utilizadores é certamente muito grande, caso contrário os resultados globais não poderiam ter a expressão que apresentam. Ou seja, o volume de utilizadores deste Cluster Mobile condiciona claramente os níveis de utilização à escala mundial. Não fosse essa expressão e os resultados dos restantes continentes resultariam provavelmente numa configuração distinta.
Portanto, para os fabricantes é absolutamente natural que encarem estes mercados como “alvos” preferenciais. Se adicionarmos a esta possibilidade a tendência de os fabricantes ocidentais trabalharem para um mercado de alto custo e os fabricantes orientais trabalharem para um mercado de baixo/médio custo, então juntam-se dois vetores importantes para a eventual propagação massiva do tipo Mobile e do sistema Android nestes mercados.

Pelo número potencial de novos utilizadores, os continentes do Cluster Mobile são naturalmente boas apostas.

“Os mercados potenciais da África e da Ásia apresentam características que podem continuar a configurar uma aposta sustentada dos fabricantes, em particular, dos fabricantes chineses.”

E3: Mobile e Android

Da análise dos indicadores de 2019 resulta alguma incerteza nos níveis de utilização do tipo Mobile e do sistema Android. Em determinados momentos, quer o tipo Desktop, quer o sistema Windows, foram altamente concorrentes dos líderes. E, na verdade, as tensões comerciais e políticas que se registam podem continuar a condicionar um crescimento global dos tipos e dos sistemas. Se estas tensões perdurarem é natural que a confiança do mercado ocidental se posicione do lado do tipo Desktop e do sistema Windows, restando ao tipo Mobile e ao sistema Android os mercados Africano e Asiático. Confirmando-se a adoção em massa do HarmonyOS por parte da Huawei, então o enigma poderá adensar-se. E, se por algum motivo, o mercado potencial da África e da Ásia se confirmar como grande aposta dos fabricantes, o que poderão perder os utilizadores Europeus e Americanos? É fundamental perceber que os países orientais já não são só provedores de mão-de-obra. Atualmente são importantes concorrentes na inovação e no desenvolvimento tecnológico

“As tensões comerciais e políticas, não sendo “guerras” tecnológicas, podem acentuar sobre maneira o mercado e as características típicas de da Cluster apresentado. A “cisão” tecnológica entre ocidentais e orientais não promove devidamente a evolução da sociedade. Em conflitos, ninguém ganha.”

E4: Comunicações

No panorama das comunicações, o 5G está aí. E, uma vez mais, os mercados emergentes surgem como early adopters.
Sendo peça central da próxima geração tecnológica, é em volta do 5G que se configura a maior tensão comercial e política da atualidade. Num momento em que existem condições para “entregar” aos utilizadores uma nova realidade, as resistências criam uma barreira incompreensível.

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Se a atual tecnologia já envolve milhões e milhões de utilizadores, as novas tecnologias prometem ajudar a crescer o número de seguidores. O mundo vai ficar cada vez mais online e os utilizadores terão mais experiências “reais” nos canais digitais.
O mercado de dispositivos 5G deverá ter, em 2020, um crescimento acentuado. Apesar das tensões, é evidente que os fabricantes reconhecem a mais valia e não estão dispostos a perder quota de mercado para os seus concorrentes.
Ideia: “O 5G, apesar da paulatina cobertura, está a constituir-se um desbloqueador da evolução tecnológica do mercado dos dispositivos. O online terá uma nova dimensão, em termos de funcionalidades disponíveis e de desempenho, com esta última geração de comunicações.”

A conjugação destas questões e destas ideias constituem a matriz de análise que nos parece importante acompanhar e aferir nos próximos meses. Por isso, estes são claramente os pontos que queríamos, nesta fase e para obter a vossa opinião, partilhar convosco.
Sensivelmente daqui a um ano, se possível, cá estaremos para voltar a este tema.
Até breve.

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