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Acesso à Internet aumenta apenas 1% em 2020

Os negócios online acabaram por ser dos poucos que não foram afectados pelo período económico excepcional que hoje vivemos, sendo que alguns foram mesmo capazes de beneficiar com a situação (a Zoom é provavelmente o exemplo mais forte). Cresceram as empresas de entrega de comida, criaram-se novos casinos online em Portugal, registou-se uma adesão cada vez maior às redes sociais, e ficámos mais dependentes do que nunca de todo o tipo de serviços digitais, desde bancos a entidades estaduais.

2020 foi um bom ano para os empresários do mundo tecnológico e para todos aqueles que investem na Internet. Os negócios online acabaram por ser dos poucos que não foram afectados pelo período económico excepcional que hoje vivemos, sendo que alguns foram mesmo capazes de beneficiar com a situação (a Zoom é provavelmente o exemplo mais forte).

Cresceram as empresas de entrega de comida, criaram-se novos casinos online em Portugal, registou-se uma adesão cada vez maior às redes sociais, e ficámos mais dependentes do que nunca de todo o tipo de serviços digitais, desde bancos a entidades estaduais. No entanto, segundo dados recentemente divulgados pelo Bareme Internet da Marktest, o acesso à Internet em Portugal aumentou apenas 1% entre 2019 e 2020.

São dados estatísticos surpreendentes que impõe uma perspectiva diferente daquela que muitos achavam ter sido a grande tendência económica do ano. Afinal, o crescimento dos serviços online, motivado pelo aparente uso acrescido da Internet em Portugal e no mundo, não é tão significativo como muitos acreditavam, mesmo que 1% seja um aumento considerável.

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14% dos portugueses ainda se encontram offline

Segundo a Marktest, apenas 76% dos portugueses com mais de 15 anos se encontram online, querendo isto dizer que dispõe de pelo menos 1 acesso mensal a aparelhos conectados à Internet. Ainda assim, uma nota positiva vai para o aumento de subscrições à Internet, habitualmente computadas através de serviços de pagamento mensal, como a NOS, a MEO, ou a Vodafone. Segundo os dados estatísticos da Marktest, este número registou um aumento de cerca de 2%.

Mais conclusivos são os números relativos ao uso de diferentes aparelhos para aceder à Internet. Tal como os dados do ano passado pareciam apontar, o smartphone é hoje a ferramenta mais comum e popular para aceder ao espaço digital, tendo mesmo ultrapassado o computador pessoal. Apesar do tele-trabalho, normalmente assente num PC, ter aumentado consideravelmente em 2020, o telemóvel continua a ser o meio de acesso à Internet favorito dos portugueses. Em 2020, foi utilizado 5% mais vezes do que o computador pessoal, registando números na casa dos 66%.
Para trás tem ficado o tablet, que é uma ferramenta de trabalho cada vez menos popular em Portugal. Embora o tablet continue a ser popular no contexto sócio-demográfico dos cidadãos mais envelhecidos, os mais jovens não parecem convencidos pelo aparelho, preferindo continuar a utilizar o smartphone ou o portátil.

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Telemóvel é cada vez mais popular para aceder à Internet

Contabilizando apenas os 76% de portugueses que contam com pelo menos 1 acesso mensal à Internet, a Marktest conseguiu determinar que 53% utilizam ora o telemóvel, ora o computador. Em 2020, apenas 9% (em contraste com os 13% de 2019) dos portugueses utilizam exclusivamente o computador para navegar online. O número de cidadãos que utiliza de forma exclusiva o smartphone, no entanto, registou um pequeno aumento, passando de 13% para 14%. O acesso geral ao espaço digital, como apontámos previamente, contabiliza-se apenas nos 1%, o que indica que ainda existem muitos portugueses que não dispõe de um acesso regular à Internet.

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