Aquela que é a maior fabricante mundial de SOC’s para smartphones, a Qualcomm, chegou a acordo com a comissão de trabalhadores da empresa e irá pagar uma indemnização de 19,5 milhões de dólares, devido a uma ação promovida pela comissão, onde esta invoca discriminação de género por parte da empresa. O acordo foi alcançado ainda antes de a ação ser iniciada nos tribunais.

Na empresa, menos de 15% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres e, segundo os responsáveis pela ação, em áreas como tecnologia, engenharia e ciência, as mulheres ganham menos do que colegas do sexo masculino que desempenham exatamente as mesmas funções. Mulheres com filhos também são discriminadas em termos de salários e promoções. Segundo os mesmos, a política de promoção da Qualcomm é discriminatória porque baseia-se num modelo de patrocínio em que os gerentes (na sua maioria homens) devem escolher quem querem promover.

Além disso, o trabalho extraordinário é visto como um ponto positivo na hora de conquistar novas posições na empresa, o que complica a vida aos funcionários do sexo feminino com filhos.
Num comunicado enviado à agência The Associated Press, a Qualcomm disse que tinha “defesas fortes” para as reivindicações do processo, mas prefere concentrar-se em continuar a fazer melhorias significativas, e em programas e processos internos que impulsionam a igualdade. “A equidade interna e uma força de trabalho diversa e inclusiva que são valores que partilhamos e abraçamos”, afirma a empresa.

Relacionado:
Samsung começa a atualizar o Galaxy S5 mini para o Android Marshmallow

0B5CUt KUpXFUVjBmR2RWS2cyUTA Qualcomm chega a acordo com comissão de trabalhadores e paga indemnização milionária image

Além da indemnização, a Qualcomm afirmou que vai garantir que trabalhadores do sexo feminino desfrutem de oportunidades de emprego iguais. A empresa também vai contar com consultores independentes especialistas em psicologia do trabalho para sugerir reformas na empresa.