A Nokia enganou-nos a todos quando disse que deveríamos esperar pelo menos dois anos para vermos o seu retorno ao mundo mobile. Isso pode até ser verdade no campo dos smartphones, mas a empresa mostrou hoje, que já está pronta para voltar ao mercado com o N1, o seu tablet Android que tem lançamento marcado para Fevereiro de 2015.

Como é possível ver na imagem, a grande inspiração aqui é o iPad Mini, da Apple. As semelhanças são tantas que o dispositivo está a ser chamado de clone por alguns sites internacionais justamente por apresentar linhas de design extremamente semelhantes ao produto da concorrente, ser constituído de materiais semelhantes (o corpo é feito de alumínio) e as mesmas cores do rival, além de câmera e botões em posições similares – com excepção do Home, que neste tablet não existe.

O Nokia N1 tem ecrã de 7,9 polegadas e resolução de 2.049 x 1.536 pixels, a mesma do iPad Mini. Com apenas 6,9 mm de espessura e 318 gramas, a empresa quer posicioná-lo como um dos tablets mais versáteis do mercado, principalmente por ele ser um dos primeiros a utilizar o novo formato USB type-C, o famoso cabo reversível que pode ser ligado de qualquer lado.

Na parte interna, porém, o tablet não tem nada de “pequeno”. O processador do N1 é um Intel Atom Z3580 de 2,4 GHz, que vem acompanhado de 2 GB de RAM e 32 GB de espaço para armazenamento. As câmeras são de 8 megapixeis (traseira) e 5 megapixels (frontal) e o gadget já vem actualizado para a versão 5.0 Lollipop do Android.

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A Nokia explica que a introdução do novo sistema operativo foi o grande motivo que a levou a pensar no tablet, que usa um sistema de abertura de apps por gestos chamado Z Launcher. Com ele, o utilizador pode desenhar símbolos ou letras no ecrã bloqueado do aparelho para receber uma lista de softwares que o sistema acredita ter relação com o objecto indicado. Essa função pode ser configurada a gosto do utilizador e também utilizada para realizar pesquisas online ou procurar contactos na agenda telefônica.

O Z Launcher será lançado ainda hoje para telefones Android, mas a sua utilização nos tablets será exclusiva do Nokia N1. Para a empresa, é esse carácter de exclusividade que marca o seu retorno ao mercado mobile, já que, ao analisar o segmento, ela não encontrou nenhum dispositivo com o sistema operativo que fosse realmente bom. Daí veio a ideia de criar um aparelho definido como “bonito, simples e elegante, além de fácil de usar”.

 

 

Além disso, o pessoal do The Verge reforça a ideia de que a Finlandesa não abrirá novas fábricas, mas deverá unir-se a parceiros de produção para disponibilizar os seus novos produtos no mercado. Com o N1, um acordo com a Foxconn foi firmado e as duas empresas devem caminhar lado a lado na construção de mais dispositivos daqui para frente. É a proximidade com o mercado asiático que fará com que o N1 chegue primeiro por lá, no Ano Novo Chinês (19 de Fevereiro), seguindo para países selecionados na Europa pouco depois.

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Por fim, o principal plano da empresa para fazer frente à concorrência é a prática de um preço bem convidativo: o N1 custará apenas US$249 (sensivelmente €185), US$50 a menos que o modelo mais barato de iPad Mini.

A expectativa é alta e o nome é reconhecido. Será que essa soma vai funcionar e permitir que a Nokia volte em grande estilo para o segmento? Vamos saber no inicio do ano que vem.

 

 

 

 

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