Numa publicação no blog mobilidade e segurança corporativa da empresa de Redmond, o vice-presidente do setor mobile da Microsoft, Brad Anderson alerta para o facto de uma nova realidade, e apoia os seus argumentos nas recém-descobertas falhas de segurança que afetam o sistema operativo da Apple. Especificamente, ele fala do malware Pegasus. Descoberto pela Lookout (especialistas em segurança digital), o software malicioso é considerado o mais persistente e sofisticado que existe na atualidade para o iOS, pondo em risco todos os que ainda não atualizaram os seus iPhones e iPads para a versão mais recente.

Para Brad, a praga virtual é o exemplo perfeito de que não existe superioridade entre os SOs móveis quando se fala em segurança, e o iOS é tão ou mais vulnerável do que o Android. Por isso, os utilizadores devem tratar do assunto com seriedade, de forma apartidária e sem fanatismo. Afinal de contas, todos os dispositivos móveis, independentemente de sistema, estão sob constantes ataques. “Não estou a acusar o iOS nem o Android de nada, mas estamos diante de um dilema nesta perspetiva [de segurança]”, destaca o executivo na referida publicação.

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“A questão é que, na atualidade, há ameaças que proporcionam a realização de ataques bem-sucedidos independentemente dos esforços das empresas no desenvolvimento dessas plataformas”. No fim das contas, a mensagem que Brad Anderson quer passar é que não há sistema operativos perfeitos, e que todos estão suscetíveis a ataques. Além disso, o ideal seria que todos assumissem uma postura de vulnerabilidade e, dessa forma, construíssem mecanismos de defesa mais eficientes e eficazes.

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