Mercado dos wearables triplica nos últimos 12 meses

 

O mercado de dispositivos vestíveis, também conhecidos pelo termo em inglês wearables, explodiu nos últimos doze meses. Segundo dados da consultoria IDC, as remessas dos fabricantes para as revendas triplicaram no mundo. No terceiro trimestre deste ano, foram 21 milhões de remessas, contra os 7,1 milhões do ano passado.

O que chamou à atenção da consultoria foi o desempenho da Xiaomi, que aparentemente beneficiou da visibilidade ganha pela categoria com o lançamento do iWatch da Apple. A fabricante chinesa vendeu 3,7 milhões das suas “pulseiras”, ficando com 17,4% do market share no terceiro trimestre. No mesmo período de 2013, tinha participação de 5,7%, e despachava 400 mil unidades. Ou seja, apresentou crescimento de 815,4% num ano.

Com a ascensão meteórica, passou a ameaçar as norte-americanas FitiBit, maior vendedora desses dispositivos no mundo, com 22,2% do mercado e 4,7 milhões de remessas feitas, e a Apple, que lançou o seu relógio inteligente no segundo trimestre deste ano e jé detém 18,6% do mercado, com 3,9 milhões de iWatches vendidos no trimestre.

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Segundo os analistas da IDC, a China tornou-se o mercado de mais rápida ascensão no segmento, o que explica o crescimento da Xiaomi. Por lá, diferentes fabricantes já competem por preço, oferecendo produtos de diferentes categorias e com finalidades específicas. A consultoria diz, também, que os produtos não levaram a canibalização, ao menos por enquanto, no segmento de GPS’s desportivos, havendo aumento da demanda destes produtos e também dos relógios inteligentes.

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