Huawei quer que a Google facilite a personalização no Android Wear

O Android Wear é cada vez mais utilizado pelos fabricantes para os seus gadgets. Mas até agora não encontramos nenhum gadget com Android Wear que seja “perfeito” a nível de software. E segundo a Huawei o principal causador disso, é a própria Google que não dá liberdade de personalização do Android Wear aos fabricantes, que invocam a falta de liberdade para tornar a plataforma mais completa.
Quem faz tal afirmação é Yang Yong, vice-presidente da gestão de produtos da Huawei, em entrevista ao TrustedReviews. A Huawei aproveitou a Mobile World Congress 2015 como palco de apresentação formal de seu primeiro relógio inteligente, ao qual nós aqui no Androidgeek.pt tivemos oportunidade de assistir, com as características padrões encontradas no mercado actual de acessórios inteligentes.

O Android tal como o conhecemos nos smartphones e tablets, é muito conhecido por facilitar a customização de terceiros. Como tal a Google permite que as suas empresas parceiras utilizem o código-fonte da plataforma do Android para realizar modificações visuais e adicionar ferramentas no ambiente virtual base. Mas o software para os gadgets vestíveis, em contrapartida, não oferece tamanha flexibilidade.

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Nós gostaríamos [de ter mais liberdade para personalizar a plataforma Android Wear]. Precisamos de comunicar com a Google para descobrirmos como fazer isso. O Android Wear não é tão aberto quanto o Android, […] queremos fazer os utilizadores sentirem que seus relógios são próprios, não padrões. O que estamos a fazer é tentar fazer do ponto de vista do hardware, design, software, superfície, uma diferenciação no nosso relógio para atrair os consumidores que o utilizarão — disse Yang Yong ao TrustedReviews.

A maioria dos grandes fabricantes já estão a trabalhar com o Android Wear nos seus relógios inteligentes, mas a única coisa que os destinge uns dos outros, é a sua aparência. O sistema operativo, como menus e configurações, são estáticos e passam a mesma imagem para todos os utilizadores, independentemente do dispositivo que tenha sido escolhido. Torna-se algo monótono e muito pouco atractivo.
Como tal, Yang Yong sugere que a Google promova a maior liberdade da sua plataforma específica para wearables, assim como pratica em smartphones e tablets, para que os wearables se tornem mais atractivos.

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