O debate sobre vírus em dispositivos com Android remonta a 2010, quando o Kaspersky Labs identificou o “primeiro vírus direcionado para o sistema operativo Android.” O vírus em particular, Trojan-SMS.AndroidOS.FakePlayer.a, era um Trojan distribuído através de uma mensagem de texto pedindo aos utilizadores para instalar um ficheiro com 13KB aparentemente inofensivo. Era tudo, menos inofensivo.

Podem ver na imagem as múltiplas camadas de defesa do sistema Android, nas quais o utilizador desempenha um papel fundamental.

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Felizmente, no Android a instalação de aplicações de fontes desconhecidas está bloqueada por padrão. Para infectarmos o nosso telefone, temos que conscientemente desactivar este recurso, e aceitar a advertência que nos é apresentada ao fazê-lo. Em outras palavras, é nos dada a possibilidade de assumir ou não o risco.

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O Android já verifica a fiabilidade das aplicações, até lhe dizermos que não queremos.

 Chris DiBona da Google tem comentado anteriormente sobre o estado da segurança móvel, especialmente quando se trata de Android e software de código aberto, a ideia que tem sido passada tem sido enganosa. Na sua página no  Google+, relata que os relatórios detalhados de malware em smartphones são exagerados. Os smartphones tornaram-se um fenómeno global e é tentador para os media noticiarem ameaças de vírus para plataformas móveis pois é garantia de atenção por parte do público, ainda que estas ameaças sejam por vezes falsas.

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Desde então, além da configuração padrão de não permitir instalar aplicações de fontes desconhecidas  por padrão, a Google adoptou uma prática de Verificação de Aplicações activa na Play Store que procura código malicioso. Quando algo suspeito é encontrado, a Google entra em acção, e pode retirar a aplicação de todos os dispositivos em que estiver instalada, e até reparar os danos feitos pela aplicação maliciosa. A Google ainda tem uma variação desse scanner incluído como parte do sistema operativo Android, que periodicamente verifica os dispositivos apenas no caso de algo ter escapado.

O lado negro..
A maior ameaça é claramente quando tomamos a decisão de instalar aplicações de fontes desconhecidas, sites de partilha de ficheiros gratuitos, sites de download rápido, e de partilha de aplicações pagas de forma gratuita, são os que mais provavelmente incluem aplicações modificadas com código malicioso, do que os sites que oferecem conteúdo legítimo.

Saber exactamente o que estamos a instalar e a sua proveniência chega para provavelmente nunca termos que nos preocupar com vírus ou qualquer tipo de malware no Android, isto torna o software “antivírus” desnecessário. No entanto, se têm por hábito instalar tudo o que mexe e não se preocupam muito com a sua proveniência.. então a resposta é sim! Instalem um software anti virus, e façam scans regulares.

 

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No Android o melhor sistema de segurança é o utilizador, usem a cabeça.

 

 

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