Apesar de o Galaxy S6 Edge ter sido coroado o melhor smatphone do ano passado ficou longe de ser um smartphone perfeito apresentando algumas falhas em áreas cruciais. O que quer dizer que, por um lado a Samsung teve margem para fazer um smartphone melhor mas por outro a elevada fasquia imposta pelo êxito do Galaxy S6 Edge fez aumentar a pressão sobre a gigante coreana. Com o lançamento do Galaxy S7 Edge a Samsung propõe-nos um telefone igualmente deslumbrante mas melhorado em todos os aspectos. Será que é isso que acontece?

Durante duas semanas tive oportunidade de usar este topo de gama como smartphone do dia-a-dia de modo a poder esclarecer todas as tuas dúvidas.

Design

Até à linha Edge a Samsung adotava um design algo aborrecido nos telefones e sem grande inovação no entanto o Galaxy S6 Edge veio mudar essa ideia com o ecrã curvo e o abandono do plástico na construção. O seu sucessor tem tudo isso e ainda apresenta melhorias nas áreas onde o Galaxy S6 Edge falhou. O Samsung Galaxy S7 Edge é um smartphone lindo com construção em metal e vidro, disponível em Dourado ou Preto. É um smartphone maior que o modelo do ano e com 7,7 mm de espessura é ligeiramente mais grosso também, o que quer dizer que têm espaço para uma bateria maior, por exemplo.

 

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A traseira em vidro arredondada permite uma pega muito confortável apesar da dimensão mas o vidro GorillaGlass 4 à frente e atrás pode tornar o Galaxy S7 Edge um pouco escorregadio e sujeito a marcas das nossas impressões digitais.

Na habitual ronda pelas faces e arestas do aparelho, encontramos na parte traseira a câmara fotográfica com um flash LED, o logotipo da Samsung e ainda um sensor de ritmo cardíaco. Ao contrário do modelo anterior, o Galaxy S7 Edge já não apresenta uma câmara saliente em relação ao painel traseiro, permitindo assim usa-lo em cima de uma superfície plana.

À frente a Samsung colocou o habitual botão home que aloja um sensor biométrico, rodeado por 2 botões capacitivos –“aplicações recentes” à esquerda e “voltar” à direita.

No lado direito apenas existe o botão de power uma vez que as teclas de volume estão colocadas do lado esquerdo, com dois botões individuais para aumentar e diminuir o som. Uma palavra para a qualidade de construção das teclas, feitas em metal, que não apresentam folgas (confesso que folgas nas teclas são das coisas que mais me desiludem num smartphone) e consequentemente dão a sensação de extrema robustez.

Galaxy S7 Edge 1

Em cima está colocado um microfone e o slot para cartões SIM e microSD que constitui uma das grandes melhorias em relação ao Galaxy S6 Edge. A Samsung foi muito criticada por não ter incluído armazenamento expansível no topo de gama do ano passado mas parece ter dado ouvidos aos seus fãs e aprendido a lição. Em baixo encontramos outro microfone, o orifício jack 3,5”, uma entrada micro USB e ainda uma única coluna. A fabricante coreana optou por ainda não usar a nova conectividade micro USB-C que sinceramente não considero uma desvantagem, visto que a grande maioria dos aparelhos ainda usa a entrada micro USB “standard” e assim podemos partilhar os cabos.

A excelente integração de todos os materiais culmina num design absolutamente fantástico e surpreendentemente compacto. Quando pegamos no S7 Edge não nos apercebemos que se trata de um dispositivo com 5,5” de ecrã.

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Do ponto de vista estético é sem dúvida o smartphone mais bonito que usei.

Ecrã

Se o design do S7 Edge é espantoso, é também muito à custa do seu ecrã curvo nas laterais. Nesse aspeto a Samsung não facilitou a vida à concorrência e voltou a apostar no seu legado de longa data – um ecrã Super AMOLED. Este ecrã é em quase tudo semelhante ao do S6 Edge, com a exceção do tamanho. Em vez das 5,1” a Samsung optou para o seu topo de gama de 2016 por um tamanho de ecrã de 5,5” com resolução quad-HD 1440 x 2560 pixéis que se convertem em 534 ppi. O facto de o ecrã ser curvo dá uma sensação de continuidade e integração ao interface que de certo modo parece mais natural num efeito absolutamente único e espantoso num smartphone.

Como já referimos, o Galaxy S7 Edge é relativamente compacto em relação a outros smartphones com ecrãs do mesmo tamanho, e para isso muito contribui o facto do ratio ecrã-corpo ser 76,1%. Como seria de esperar num ecrã Super AMOLED, as cores são muito vibrantes e saturadas, com pretos muito profundos e excelentes ângulos de visão. Conteúdo multimédia como filmes e imagens são uma verdadeira delícia de se ver neste ecrã.

 

Uma característica do S7 Edge que não encontramos no seu antecessor é o modo always on display – ecrã sempre ligado – que basicamente nos mostra sempre no ecrã informação como as horas, data, chamadas ou mensagens perdidas mesmo quando o telefone está em repouso. Na verdade esta função usa a capacidade de acender pixéis individualmente dos ecrã AMOLED, permitindo assim apenas usar alguns pixéis (os suficientes) para nos mostrar a informação pretendida. Segundo a Samsung, o impacto deste modo “always on display” na bateria é mínimo, na ordem de mais 1% de bateria gasta por hora. A fabricante vai mais longe afirmando que no final de contas o utilizador ainda poupa bateria com este modo ligado, uma vez que não precisa ligar o ecrã tantas vezes para consultar as notificações. De certo modo até concordo com a Samsung mas há um pormenor: é que as notificações neste modo resumem-se a aplicações próprias da Samsung, como SMS, mail ou telefone. Nada de notificações de aplicações de terceiros como o Facebook ou Whatsapp como encontramos na função “ambient display” dos Motorola, por exemplo.

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Galaxy S7 Edge

Esta característica que a Samsung introduziu no Galaxy S7 Edge parece um passo na direção certa, mas ainda é necessária alguma afinação.

Para fechar o capitulo do ecrã, deixo um pequeno apontamento relacionado com o ecrã Edge deste telefone. Por vezes dei comigo a refilar com o facto de o ecrã não reagir ao toque, quando na verdade o problema era a minha palma que tocava levemente na extremidade curva do ecrã enquanto segurava o telefone, fazendo com que o toque do meu dedo não tivesse efeito. Isto para dizer que o facto de haver mais ecrã por vezes mesmo atrapalha um pouco, visto que no final de contas falta superfície (não reativa) para agarrar o smartphone. Segundo apurámos a Samsung vai libertar uma atualização via OTA que visa retificar alguns bugs relacionados com o ecrã e a sua sensibilidade, portanto tudo indica que provavelmente este problema deixe de o ser.

Hardware e Performance

 

Características Técnicas

 
Processador Exynos 8890 Octa / Qualcomm MSM8996 Snapdragon 820
Sistema Operativo Android 6.0 (Marshmallow)
Ecrã Super AMOLED 5,5” 1440 x 2560 (534 ppi)
Armazenamento 32/64 GB; microSD até 200GB
Memória RAM 4 GB
Câmara traseira 12 MP, f/1.7, 26mm, EO, flash LED, phase detection autofocus, video 4K
Câmara frontal 5 MP, f/1.7, 22mm
Bateria 3600 mAh (não removível)
Dimensões 150.9 x 72.6 x 7.7 mm
Peso 157 g
Redes GSM / HSPA / LTE
Conectividade Wi-Fi 802.11 a/b/g/n/ac
Bluetooth 4.2
GPS
NFC
microUSB 2.0

 

Em 2015, com o Galaxy S6 a Samsung teve cortar com o passado e tomar medidas drásticas ao usar exclusivamente os seus processadores “caseiros” Exynos, muito por culpa da má imagem (e performance) do então CPU de topo de Qualcomm, o Snapdragon 810 que como todos sabemos marcou o ano pela negativa com os seus problemas de sobreaquecimento.

No entanto, para o Galaxy S7 e S7 Edge a Samsung voltou a usar um SoC da Qualcomm, o Snapdragon 820 quad-core a mas apenas em alguns territórios – EUA e China. Nos restantes mercados a gama Galaxy S7 é equipada com o novo e poderoso chip Exynos 8890 Octa-Core, apoiado por uma GPU Mali-T880 MP12, demonstrando mais uma vez que tem toda a confiança na sua “prata da casa”.

O equipamento que tivermos oportunidade de testar veio equipado com o Exynos 8890 Octa-Core que como o nome indica tem oito núcleos, quatro a 2,6GHz e outros quatro a 1,59GHz.

Galaxy S7 Edge 3

A performance deste SoC no Galaxy S7 Edge é exactamente aquilo que seria de esperar de um verdadeiro topo de gama nos dias de hoje – absolutamente fantástica.

Nas tarefas do dia-a-dia, como chat, emails, redes sociais ou navegação no browser o “poder” do SoC Exynos praticamente não é posto à prova tal não é a suavidade com que conseguimos executar todos os comandos no Galaxy S7 Edge. No que diz respeito a multitasking considero-me um utilizador bastante agressivo, constantemente a alternar entre aplicações (algumas delas bem pesadas como o Facebook) e posso dizer que com o Galaxy S7 Edge não teve qualquer problema em lidar com este tipo de utilização e claro, os 4GB de RAM dão uma ajuda preciosa. Para terem uma ideia da gestão de memória presente no Galaxy S7 Edge, no final do dia abri a lista de aplicações recentes, escolhi a primeira app que tinha aberto nesse dia, por voltas das 6h30 da manhã e o resultado foi: ainda estava guardada em memória e exatamente no menu onde a tinha deixado.

Uma vez que a minha utilização quotidiana foi praticamente um “passeio” para o processador do novo topo de gama da Samsung, decidi correr jogos bem intensos graficamente, como MKX, o Asphalt Nitro ou o Gangstar 4. A performance do Galaxy S7 Edge foi mais uma vez excelente em todos os jogos, com exceção do Asphalt Nitro. Por duas vezes, enquanto corria este jogo, a GPU do smartphone apresentou problemas. Na primeira vez o jogo “crashou” e na segunda ficou bloqueado com riscas roxas no ecrã. Acredito terem-se tratado de pequenos soluços e nada mais, uma vez que continuei a jogar esse mesmo jogo nos dias seguintes e nada de estranho aconteceu.

Do ponto de vista térmico (que hoje em dia é importante), a Samsung incluiu neste aparelho um sistema de arrefecimento para impedir que o Galaxy S7 Edge sobreaqueça. Na maioria das vezes não notei que o telefone estivesse excessivamente quente, excepto durante os jogos ou enquanto instalava várias apps ao mesmo tempo. Tendo em conta que a traseira do smartphone é em vidro – melhor condutor de calor que o plástico – seria de esperar algum aquecimento, mas nada de alarmante.

Para quantificar todo este poderio do Galaxy S7 Edge, fizemos o teste da praxe na aplicação de benchmarking Antutu. Vejam se adivinham o resultado….Uns absolutamente incríveis 129000! Não há dúvida que estamos perante um dos melhores, senão o melhor performer da indústria.

Galaxy S7 Edge 5

Como seria de esperar, a Samsung equipou o seu deslumbrante topo de gama com um sensor biométrico colocado no icónico botão home. A localização deste sensor parece-me adequada e intuitiva, uma vez que na maioria das vezes “acordamos” o aparelho precisamente carregando com o polegar no botão home, que assim também o desbloqueia através da leitura da nossa impressão digital. Em termos de eficácia, o sensor tem resultados muito bons com apenas uma ou outra falha pontual.

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Outro sensor que repete a aparição no topo de gama da Samsung este ano é o sensor de frequência cardíaca que serve de complemento à já conhecida aplicação S Health. Como já vimos, está colocado ao lado da câmara traseira e além da frequência cardíaca, permite também medir valores de oxigenação do sangue e níveis de stress.

Galaxy S7 Edge 10

A única falha do ponto de vista de harware é relacionada com o áudio, mais concretamente com a opção que a Samsung tomou de apenas incluir uma coluna no seu Galaxy S7 Edge, colocada na parte inferior do aparelho e que apresenta um som medíocre. Mais uma vez estamos perante um smartphone sem possibilidade de áudio em stereo (a não ser que usemos phones) e cujo som pode ser facilmente abafado pelas nossas mãos quando usamos o aparelho em modo paisagem. Infelizmente cada vez mais verificamos esta opção por parte dos fabricantes. Já a qualidade do som durante as chamadas é excelente estando à altura da elevada qualidade deste smartphone.

Finalmente para aqueles que gostam de levar o smartphone para todo o lado e até para dentro de água (nem sempre intencionalmente!), o Galaxy S7 Edge é certificado pela norma IP68 o que quer dizer que é resistente à água. Pode ser submerso até 1 metro debaixo de água durante 30 min.

Câmara

Antes de começar a falar de questões técnicas, megapixéis e autofoco, deixem que vos mostre a primeira foto que tirei com o Galaxy S7 Edge. Foi ao final do dia, enquanto passava a Ponte 25 de Abril no autocarro. Basicamente apontei e disparei. O resultado foi este:

 

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Pode-se dizer que esta câmara me “conquistou” ao primeiro clic.

Voltando ao palavreado técnico, o Galaxy S7 Edge conta com uma câmara traseira de 12MP em vez dos 16MP encontrados no Galaxy S6 Edge. A verdade é que hoje em dia os megapixéis já não importam tanto uma vez que há outros e mais importantes factores na conceção de uma câmara excepcinal.

A contagem inferior de megapixéis na câmara do Galaxy S7 Edge dá lugar a pixéis maiores – tecnologia Dual Píxel – que na prática significa auto-foco muito mais rápido e melhor performance em condições de pouca luz. É nesta área que de facto a câmara do Galaxy S7 Edge se destaca em relação ao seu antecessor e à concorrência. A contribuir também para os excelentes resultados com pouca luz está a abertura do sensor que no Galaxy S7 Edge é de f.1/7.

Nas fotos tiradas com boa iluminação o resultado não é muito diferente do das câmaras da linha Galaxy S6, embora se possa notar alguma perda (mínima) de detalhe devido à menor contagem de megapixéis.

O módulo fotográfico deste smartphone inclui características como estabilização ótica da imagem, HDR e auto-foco com deteção de fase. Em termos de interface não existem grandes novidades em relação ao passado com vários modos de captura à escolha como focagem seletiva, panorama, camara lenta, disparo virtual ou hyperlase e até um modo pro que equivale ao modo manual com a hipótese de alterar parâmetros como ISO ou equilíbrio de brancos.

A combinação de todos estes fatores resultam em fotos extremamente nítidas, com muito detalhe e ótima replicação de cores. Os resultados são ainda mais impressionantes em condições com menos luz.

A câmara frontal conta com 5MP e uma lente de ângulo excelente para as selfies de grupo. De resto tem uma performance em linha com as da concorrência.

Quanto ao vídeo, temos a possibilidade de gravar em 4K com estabilização ótica e esta função faz toda a diferença, evitando assim que os vídeos fiquem demasiado tremidos.

O grande rival Galaxy S7 Edge do ponto de vista da fotografia é sem dúvida o Huawei P9 com a sua dupla câmara Leica. Tivemos oportunidade de juntar dois telefones e fazer uma pequena competição fotográfica. Aqui está o resultado.

Aqui ficam algumas fotos captadas com o Galaxy S7 Edge:

 

Bateria

Do ponto de vista da autonomia, o Galaxy S7 Edge vem equipado com uma bateria de 3.600 mAh que representa um aumento significativo face aos 2.600 mAh do Galaxy S6 Edge e portanto muito melhor autonomia.

Galaxy S7 Edge 6

Como já vos confessei considero-me um utilizador bastante ativo e durante a minha utilização diária nunca cheguei ao final do dia abaixo dos 20%, mesmo em dias de uso mais intensivo ou um pouco mais de vício nos jogos. Para terem melhor ideia da autonomia deste aparelho, o tempo médio de utilização do ecrã chegou a passar as 4h. Arrisco até a dizer que utilizadores mais moderados provavelmente conseguirão usar o Galaxy S7 Edge durante 1,5 a 2 dias em ter que o carregar.

Galaxy S7 Edge 7

 

Houve uma questão que captou particularmente a minha atenção: é que em repouso, mesmo com o modo always on display ligado, o consumo de energia foi incrivelmente baixo, contribuído assim para a ótima performance energética do aparelho.

Mesmo que consigamos gastar a bateria do Galaxy S7 Edge antes do previsto, felizmente existem modos de poupança de energia incorporados no software e ainda a tecnologia adaptive fast charging com a qual conseguimos tirar 1h de utilização com apenas 10 minutos de carregamento. Em cerca de 90 minutos o aparelho fica totalmente carregado. No entanto, é importante referir que esta tecnologia só está disponível se usarmos o carregador original do Galaxy S7 Edge.

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Software e Interface

Com o Galaxy S7 Edge a Samsung parece ter dado continuidade à filosofia de melhorar a performance da sua interface Android, o TouchWiz. Adorado por muitos, odiado por tantos outros, a realidade é que em tempos esta skin da Samsung envergonhava até os melhores processadores, tal não era a quantidade de extras e funcionalidades que continha (muitas delas sem grande utilidade prática). A linha Galaxy S6 marcou um ponto de viragem nesse aspeto, com a gigante coreana a fazer sérios cortes na quantidade de aplicações pré instaladas nos seus telefones e a livrar-se de muitas das funções obsoletas do interface. O resultado está também presente no Galaxy S7 Edge com uma interface francamente melhorada, mais rápida e fluida que assenta sobre o Android 6 Marshmallow. Pode ser de facto resultado de uma otimização de software por parte dos engenheiros da Samsung, ou apenas devido ao elevado poder de fogo do SoC Exynos com os 4GB de RAM. Todavia ainda encontramos o soluço ocasional (lag) enquanto navegamos no ecrã principal, algo que demonstra que o TouchWiz ainda é algo pesado e não está totalmente otimizado. Em termos estéticos o interface usa tons mais suaves e sóbrios em relação às iterações anteriores com alguns apontamentos de material design aqui e ali.

Para quem não gosta do aspeto do TouchWiz, existe a possibilidade de alterar o interface com a Samsung a disponibilizar uma loja onde podemos encontrar vários temas para download. Pessoalmente optei por usar um tema com abundância da cor preta de modo a poder utilizar as características do ecrã AMOLED para economizar alguma bateria.

Galaxy S7 Edge 8

Tal como encontramos nas interfaces de outros fabricantes, o Samsung implementou algumas utilidades para facilitar o multitasking, como aplicações flutuantes ou a função de multi-janela. De todos estes tipos de características que já testei este é sem dúvida o mais funcional, com excelente integração entre funções. Por exemplo, podemos dividir o ecrã em dois e usar duas aplicações ao mesmo tempo e de seguida minimizar uma delas ou transforma-la numa janela redimensionável. Infelizmente estes modos não suportam todas as aplicações da Playstore.

Galaxy S7 Edge 9

Como já vem sido hábito hoje em dia, o Galaxy S7 Edge vem com uma aplicação de gestão de recursos, ou seja agrega informação acerca de parâmetros do smartphone como a bateria, espaço livre, RAM ocupada e segurança, com opção de otimização desses recursos. Digamos que é uma espécie de Clean Master da Samsung.

Galaxy S7 Edge 12

Tal como encontramos nos modelos do ano passado, o Galaxy S7 Edge também tem uma secção dedicada às funções do seu ecrã Edge e com algumas novidades. Em termos práticos a utilização desta parte do ecrã é bastante simples, bastando deslizar com o dedo na ponta do ecrã para o começar a usar. Temos à disposição vários painéis como contactos favoritos, atalhos para apps, visualização da RAM ocupada, bússola, agenda, meteorologia, noticias Yahoo entre outros. Curiosamente a Samsung também montou uma pequena loja para download de novos painéis Edge, no entanto a grande maioria é pago. Sinceramente fiquei um pouco desiludido com o facto de a Samsung ainda querer cobrar por este tipo de aplicações depois de um utilizador ter gasto o que gastou na compra do Galaxy S7 Edge. Shame on you Samsung!

Samsung Galaxy S7 Edge 11

As funções do ecrã edge não ficam por aqui pois temos ainda a possibilidade de usar o ecrã edge no modo always on display, que alem das horas e da data, também nos pode dar informações como notificações pendentes, noticias ou a contagem de passos dados (S Health),por exemplo.

Conclusão

Começamos esta análise questionando se de facto a Samsung conseguiria fabricar um smartphone ainda melhor que o modelo do ano passado. Após passar algum tempo com o Galaxy S7 Edge, concluo que foi precisamente isso que a Samsung fez. Em traços gerais pegou num Galaxy S6 Edge e trabalhou arduamente para corrigir os seus principais defeitos. O resultado foi um aparelho absolutamente deslumbrante, com melhor autonomia, melhor câmara e ainda melhor construção.

A concorrência é feroz por parte do HTC 10, do LG G5 e até do futuro iPhone 7 mas do que vimos até agora vai ser muito difícil bater o Galaxy S7 Edge. Curiosamente ate se pode dizer que a Samsung fez uma manobra à la Apple, mostrando que nem sempre é necessário reinventar a sua filosofia para obter melhores resultados. Basta alguns retoques nas áreas realmente importantes.

Para quem tem possibilidade de gastar cerca de 800€ num smartphone, o Galaxy S7 Edge é sem dúvida a melhor escolha do planeta, na minha opinião. Até ao momento foi “aquele” aparelho que deixou um brilho especial.

Como é habitual, aqui fica um pequeno video que demonstra a a utilização do Galaxy S7 Edge:

Prós:

  • Qualidade de construção premium em vidro e metal
  • Ecrã quad HD Super AMOLED dual Edge extremamente nítido e brilhante
  • Armazenamento expansível – microSD
  • Resistência à água
  • Câmara fantástica (especialmente em condições de pouca luz)
  • Sensores de impressões digitais e de frequência cardíaca
  • Bateria duradora

Contras:

  • Coluna singular colocada em baixo
  • Aplicações Edge pagas
  • TouchWiz ainda com algum lag