Análise GALAXY S6 EDGE

O Samsung Galaxy S6 Edge é um aparelho impressionante. Sem sombra de dúvida o smartphone com as melhores curvas no mercado. E nós gostamos de curvas!

Após o lançamento do impressionante Galaxy Note Edge, que ostentava uma única lateral curva, o Galaxy S6 Edge foi alvo de muita especulação pelo que a sua chegada não foi uma surpresa; é a evolução natural para a tecnologia de ecrã curvo da Samsung.

 

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Não é certamente barato mas é possível encontrá-lo um pouco mais barato do que no site oficial da Samsung. O Galaxy S6 Edge é mais caro que o iPhone 6 Plus, um aparelho que tanto deu que falar devido ao seu elevado custo.

Para aqueles que procuram um upgrade de outro equipamento Samsung há alguns aspectos a considerar:

  • Com o objectivo de garantir um equipamento fino com unibody de metal a Samsung removeu o slot microSD;
  • A Samsung bloqueou o acesso à bateria; a mesma não é removível;
  • Não inclui impermeabilização.

Muitos dos potenciais clientes não vão dar muita importância a estas omissões mas para utilizadores avançados que apreciam a possibilidade de trocar de bateria ou expandir a memória estes pormenores fazem a diferença.

 

Design

É difícil não adorar o design do Samsung Galaxy S6 do Edge. Mais à frente neste artigo explicamos porque nem tudo são rosas neste formato arrojado.

Ao colocarmos o S6 Edge numa mesa, ele torna-se rapidamente o centro de atenções devido ao seu design incomparável, as suas laterais arredondadas e a estrutura de metal que o circunda.

A Samsung conseguiu finalmente trazer um design digno do século XXI, quase eliminando o plástico neste fantástico equipamento.

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Não há dúvida que existem algumas semelhanças com o design da Apple. O posicionamento dos headphones, porta microUSB e alto-falante na base são muito similares ao que já vimos no iPhone 6. Devido ás suas laterais de vidro, a entrada de Micro Sim encontra-se na parte superior do dispositivo (é efectivamente o único sítio onde faria sentido).

 

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Ao lado da entrada de Micro Sim, temos uma saída de infravermelhos, algo que pode revelar-se útil para interagirmos com outros equipamentos sem depender de uma ligação à internet.

Todas as pessoas que se cruzaram com o S6 Edge mostraram-se naturalmente impressionadas com o design do equipamento. Se o vosso objectivo quando compram um smartphone é impressionar os amigos, está garantido.

Conforme já referimos, a parte frontal do dispositivo é arredondada e a parte traseira é completamente plana (à excepção da saliência da câmara). Se pegarmos no equipamento de olhos fechados a sensação é a de estarmos a pegar nele ao contrário, mas é seguramente uma questão de hábito.

A parte traseira é plana e de vidro brilhante, oferece muito pouco em termos de aderência. Ora isto faz com que instintivamente seguremos o equipamento com mais força e com que consequentemente toquemos nas laterais (que são sensíveis ao toque), o que pode levar à interrupção da tarefa que estamos a realizar. Mas mais uma vez, consideramos que trata-se apenas de falta de hábito em utilizar um equipamento tão diferente do que estamos habituados.

Deixamos no ar a hipótese…  Se o equipamento fosse também arredondado na traseira, seria mais confortável de pegar, permitiria uma bateria de maior capacidade e eliminava-se a irritante saliência da câmara.

O Samsung Galaxy S6  Edge está disponível apenas em branco, preto, dourado e verde, sendo que os três últimos revelam o quanto as impressões digitais ficam marcadas. Temos um telefone extraordinário, é chato que tenha sempre um aspecto sujo… É garantido que parte do tempo que vão passar com o S6 Edge seja a limpar as manchas deixadas pela utilização.

O botão home é o habitual da Samsung, que está presente no Galaxy S6 e S6 Edge. Foi, no entanto, actualizado com um scanner de impressão digital que apresenta significativas melhorias relativamente aos anteriores e com uma construção mais resistente.

O design do Samsung Galaxy S6 Edge é muito bom e constitui um enorme salto em frente desde o Galaxy S5 e até mesmo do Note 4 Edge.

Em suma, o equipamento é, sem dúvida, uma obra de engenharia notável, diferente de qualquer outro smartphone existente. No entanto, há pequenos pormenores que nos impedem de o classificar como perfeito (se é que isso existe).

O ecrã principal mede 5.1 polegadas e possui uma resolução QHD, 1440 x 2560,  que permite uma definição acentuada e um aproveitamento da tecnologia da Samsung Super AMOLED, que garante que tudo é brilhante e vibrante.

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Isto dá-lhe uma densidade de pixels de 577ppi que supera o Galaxy Note 4 que conta com a mesma resolução esticada sobre o seu ecrã de 5,7 polegadas, resultando em 515ppi.

Enquanto que o Galaxy S6 é o sucessor natural para o Galaxy S5, o S6 Edge praticamente substitui o Note 4 Edge que foi apresentado em 2014 com um ecrã de 5,6 polegadas, ecrã de 524ppi, mas apenas um lado do ecrã era curvo.

As laterais curvas duplas do Galaxy S6 Edge são o ponto chave do aparelho. Não há dúvida que elas o tornam um aparelho altamente atraente, e o Gorilla Glass 4 deve mantê-lo bem protegido.

O Galaxy S6 Edge ostenta um ecrã excelente em termos de resolução e clareza, mas a alteração de full HD para QHD realmente não acrescenta muito mais à experiência de utilizador.

A tecnologia da Samsung Super AMOLED sobressai quando comparada com o 1080p Sony Xperia Z3 e HTC One M9 .

Os ecrãs laterais são bonitos e marcam a diferença em termos de design. A Samsung acredita, no entanto, que no futuro poderão trazer funcionalidades verdadeiramente úteis. Temos dúvidas…

 

I´m on the Edge

A principal funcionalidade para os ecrãs laterais, na verdade, só está disponível quando o ecrã está desligado. Para activar esta funcionalidade é necessário passar o dedo na lateral e esfregar, qual lâmpada de Aladino, o movimento necessário não é o mais intuitivo e, por vezes, só à segunda ou terceira tentativa conseguimos aceder ás notificações.

O objectivo destes painéis é termos uma visão geral de todas as notificações importantes, notícias, resultados desportivos ou apenas uma actualização sobre a hora, data e tempo, sem ter que ligar o visor principal que consome obviamente mais bateria. A informação é, no entanto, limitada e, se tivermos que esfregar a lateral várias vezes para ver algo simples como as horas, o mais provável é que carreguemos no botão home para aceder rapidamente ao conteúdo.

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As mensagem de texto irão aparecer ao longo do painel lateral na  sua totalidade mas não é possível interagir com a mensagem, É necessário desbloquear e abrir as mensagens para responder.

Existe algum controlo sobre o que é exibido no painel lateral mas, mais uma vez, é limitado. O feed de notícias vem via Yahoo News e não pode ser adaptado para qualquer tema específico, os resultados desportivos são novamente fornecidos pelo Yahoo e há apenas umas poucas equipas e ligas de onde escolher.

Não há nenhuma opção para mudar a origem da informação. Temos ainda uma barra de informação do Twitter mas a única coisa que faz é mostrar as tendências. É pouco!

Resumindo, o interface dos painéis laterais é algo lento (teremos que esperar alguns segundos para conseguir ler uma mensagem) e as fontes de informação são limitadas e muito pouco personalizáveis. Esperamos que isto seja apenas o início e que futuros updates tragam mais opções a esta característica tão única do S6 Edge.

 

Contactos Edge

Ao ligar o ecrã vão reparar na possibilidade de expandir o painel lateral que estará no lado esquerdo ou direito do ecrã, consoante o que definiram. Aqui podem escolher até cinco contactos com cores exclusivas. Estes contactos estarão, desta forma, sempre acessíveis para o envio de mensagens rápidas ou efectuar ligações.

Se assim o definirmos, o S6 Edge irá brilhar da cor desse contacto  quando recebermos uma chamada. Para isso é necessário que o telefone esteja pousado sobre o seu ecrã, algo que eu sinceramente não gosto de fazer com medo de riscos, mas neste caso vamos confiar no Gorilla Glass 4. Podemos até rejeitar a chamada e enviar uma mensagem de texto pré-escrita para essa pessoa colocando um dedo sobre o monitor de frequência cardíaca durante dois segundos.

Este acesso aos contactos Edge está apenas disponível no  lockscreen e homescreen e em mais nenhum outro lugar, o que nos obriga a sair da aplicação onde estamos para conseguir aceder aos contactos “rápidos”.

Outra coisa frustrante sobre os contactos Edge é o facto de que existem para alertar sobre as principais mensagens e chamadas perdidas, mas só o faz em chamadas, sms e e-mails. Todas as outras notificações não irão aparecer neste local. Não há suporte para WhatsApp, Facebook Messenger ou outros serviços de mensagens, o que significa que podemos perder uma mensagem importante.

Gostaríamos  de ver integração com outras aplicações de mensagens. Esperamos que a Samsung seja capaz de fornecer isso numa futura actualização de software.

 

Sensor de Impressão Digital

Não é nenhum segredo que as primeiras tentativas da Samsung em scanners de impressões digitais em smartphones foram, no mínimo, fracas…

A Samsung melhorou o seu scanner no Galaxy Note 4 mas, ainda assim, não era algo com que pudéssemos efectivamente contar devido ao número de vezes que falhava. Desta vez ele foi completamente reconstruído e está bastante melhor. Ainda assim, perde, na minha opinião, para o sensor do Huawei mate 7, tanto pela localização como pela fiabilidade.

Acabou a necessidade de esfregar o dedo no sensor. Agora basta pousar o dedo e a impressão digital é reconhecida quase de imediato. Ainda assim, o sensor não reconhece a impressão digital em 360º.

A melhoria que realmente impressiona no sensor biométrico do Galaxy S6 Edge é a velocidade de reconhecimento. Enquanto que no iPhone há uma breve pausa enquanto ele reconhece a impressão, no S6 Edge é reconhecida quase instantaneamente e desbloqueia.

É uma configuração extremamente simples e torna o uso de reconhecimento de impressão digital uma experiência agradável e que vale a pena. Também é possível usar a impressão digital para validar pagamentos PayPal, verificar a conta Samsung e iniciar sessão em sites que suportem a tecnologia.

Ainda não foi desta a integração com o Google Play para que se possa pagar por aplicações com a impressão digital mas o desenvolvimento dessa funcionalidade seguramente não estará muito longe.

 

Sensor de Frequência Cardíaca

A aplicação S Health e monitor de freqüência cardíaca não são novidade no mundo dos smartphones mas ambos foram actualizados no Galaxy S6 Edge e Galaxy S6 .

O  S Health ostenta um visual mais limpo com um painel principal útil que fornece um acesso instantâneo aos seus dados de aptidão física e links rápidos para coisas como a frequência cardíaca, entre outros.

Para sermos justos, o sensor de frequência cardíaca da Samsung parece ser muito mais preciso que anteriormente.

O Samsung Galaxy S6 Edge apresenta-se com a plataforma móvel do Google Android 5.0 Lollipop mas, como qualquer aparelho da empresa coreana, não é a versão pura do software e esperamos que seja lançado um update para a última versão em breve. O Edge merece.

Por cima do Android 5.0 encontramos o já habitual TouchWiz da Samsung que está com um estilo mais limpo e muito menos sobrecarregado de bloatware. E rápido. Está muito mais leve e rápido. O visual é claramente Samsung. Mesmo que venham de um modelo mais antigo, certamente se sentirão em casa com o Galaxy S6 Edge.

No ecrã de bloqueio encontramos links rápidos para a câmara e Dialer. Também temos uma aba translúcida em direcção ao topo do ecrã que fornece acesso as contactos Edge. Ao acedermos ao ecrã inicial vemos a configuração padrão que é uma grade 4×4. Mas isso pode ser alterado para 4×5 ou 5×5 se quiserem ter um grande número de aplicações (e / ou widgets).

Um duplo clique do botão Home abaixo do visor lança a aplicação da câmara instantaneamente com um tempo de carregamento muito impressionante. Usando o botão multi-tasking à esquerda do Home, uma lista vertical de ecrãs aparecerá mostrando as aplicações em execução em segundo plano. Podemos facilmente fechar aplicações individuais arrastando-as mas também todas de uma vez usando o botão na base do display.

O teclado da Samsung é útil mas não é tão preciso ou fluido como algumas alternativas de terceiros; não chega, por exemplo, aos calcanhares do Swiftkey.

Claro, o interface TouchWiz não será para todos os gostos mas exibe melhorias significativas em relação ás versões anteriores.

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Uma boa notícia é a quase ausência de bloatware no S6 Edge, algo que vinha a irritar os utilizadores nas versões anteriores do TouchWiz. Se ainda assim houver alguma aplicação que não queiram usar, podem desactiva-la, o que não a vai desinstalar mas permite escondê-la da grelha de aplicações. É até possível desactivar a maioria das aplicações da Google como os mapas ou até mesmo o Google Play. Não recomendamos que o façam.

O Cpu não é Qualcomm como no HTC One M9. Em vez disso, temos o chipset de marca própria Exynos octa-core da Samsung, que é apoiado por 3GB de RAM.

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O processador é composto por dois chips quad-core, com clock de 2.1GHz, um para as tarefas pesadas e exigentes, tais como jogos e filmes streaming, enquanto que o chip de 1.5GHz entra em acção quando estamos a executar tarefas menos exigentes tais como mensagens de texto ou navegar na web.

 

S6 EDGE BENCHMARK

A velocidade com que a aplicação câmara abre é a prova de poder do processador e jogos exigentes tais como Family Guy: Quest for material e Real Racing 3 foram executados com facilidade pelo Galaxy S6 Edge.

Relativamente a Benchmark, ao usar a aplicação GeekBech 3, o score alcançado é de uma pontuação multi-core média de 4774, o que pulveriza os resultados alcançados pelo seu antecessor Galaxy S5 que se ficava pelos 2905.

Isso também significa que o S6 Edge “arruma” também com os  One M9 (3595), LG G Flex 2 (3427), iPhone 6 (2902) e Sony Xperia Z3 (2737).

Em termos de interface e performance, o Galaxy S6 Edge não deixa os créditos em mãos alheias. Este é um dispositivo ao qual podemos atirar praticamente tudo o que quisermos e ele vai processar com um sorriso.

Quando o Samsung Galaxy S6 Edge foi anunciado na MWC 2015, foram levantadas preocupações sobre a duração da bateria do aparelho.

A questão mais colocada era se a bateria de 2600mAh (menos 200mAh que o Galaxy S5) poderia realmente proporcionar uma autonomia digna a este tão esperado equipamento. A verdade é que queríamos mais.

Com um display de alta resolução e processador muito poderoso, a bateria do Galaxy S6 Edge tem dificuldade em aguentar um dia com apenas uma carga. Não testámos o Galaxy S6 Standard mas, tendo em conta que a bateria é ainda inferior, o problema deve ser ainda mais grave.

Se a bateria fosse removível, os utilizadores poderiam usar uma bateria secundária para emergências. Mas conforme já mencionámos, não é o caso.

Durante o uso moderado ao longo do dia que começou às 08:00 e incluiu uma ou duas horas de musica via streaming, uma hora de jogo, várias mensagens através de uma variedade de aplicações, alguma navegação na web e e-mails, várias fotos e uns quantos telefonemas, passadas 10h o equipamento já pedia uma carga. Podemos afirmar que a autonomia do Galaxy S6 Edge é uma desilusão.

O efeito que o ecrã tem sobre a vida útil da bateria é claro; facilmente gastamos 20% nas primeiras horas do dia, nas consultas de redes sociais, leitura e responder a e-mails, streaming de música e um pouco de jogos para acordar.

Para compensar, o Galaxy S6 Edge gasta pouco ou nada em modo de Standby. Se os vossos telefones passam a maior parte do dia pousados numa mesa ou guardados num bolso é garantido que chegarão ao final do dia com a bateria cheia (se estiver desligado então, nem gasta nada :P).

A resposta da Samsung a esta vida útil da bateria bastante questionável é a sua tecnologia de carregamento rápido. O Galaxy S6 Edge carrega 1,5 vez mais rápido do que os modelos anteriores Galaxy S, e apenas 10 minutos de carregamento permitem até 4h de utilização. Muito bom!

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A má notícia é que este carregamento super rápido apenas é possível com o carregador que vem de origem. Se se esquecerem do carregador ou quiserem carregar o equipamento via USB, vai demorar o mesmo tempo que outros equipamentos.

O Galaxy S6 Edge tem também a função de carregamento sem fios e é compatível com a maioria dos carregadores comercializados com esta tecnologia. Este modo de carregamento também exclui a função de carregamento rápido.

Ainda sobre a bateria, os testes já realizados por diversas entidades posicionam esta bateria num patamar acima de conceituados equipamentos concorrentes (sim, estou a falar do iPhone) .

Como já vem sendo habitual nos equipamentos Samsung, existe um modo de economia de bateria que pode ser activado reduzindo as funcionalidades do equipamento mas prolongando significativamente a autonomia do mesmo. Em caso de emergência é, sem dúvida, uma funcionalidade a utilizar. Se isso não for suficiente, podemos tomar medidas extremas e activar o Ultra Power Saving Mode. Este bloqueia toda a interface do Android resumindo o equipamento a um ecrã preto e branco limitado com acesso a apenas a seis aplicações essenciais.

A título de exemplo, activei o Modo de Economia de Energia Ultra com apenas 4% de bateria  e consegui manter o Galaxy S6 Edge ligado por mais duas horas, o que é satisfatório.

A câmara traseira do Samsung Galaxy S6 Edge é excelente. É uma das melhores câmaras que tive o prazer de usar num smartphone. As câmaras do S6 Edge são as mesmas do Galaxy S6, uma poderosa 16MP traseira e uma de 5MP na frente. Considerando as câmaras de 16MP / 2MP do Galaxy S5, isto não pode ser considerado uma grande melhoria e, na verdade, a concorrência pode gabar-se de ganhar. Pelo menos em número de pixeis, os HTC One M9 e Sony Xperia Z3 contam com câmaras de 20.7MP.

No entanto, com o rápido processamento do Galaxy S6 Edge, aliado à sua resolução QHD, é um prazer usar a câmara deste equipamento. É possível iniciar a câmara a partir de qualquer ecrã do dispositivo tocando duas vezes no botão Home e ela abre quase que instantaneamente. Com esta segurança no processamento estamos confiantes que câmara estará disponível naqueles momentos mais necessários. A Samsung tem progressivamente melhorado a aplicação de câmara dos seus equipamentos, tornando-a menos confusa e mais fácil de usar.

A aplicação conta agora com diversos modos, incluindo auto, pro, foco selectivo, panorama, virtual shot, movimento lento e rápido.

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Na maioria das vezes usei o modo Auto. O Galaxy S6 Edge faz um excelente trabalho no reconhecimento das condições e adapta as configurações para obter a melhor imagem.

O modo Pro abre várias opções, tais como balanço de brancos, exposição e contraste. O modo Panorama suporta tanto panoramas verticais e horizontais, dando-lhe mais liberdade.

O Foco selectivo permite que se escolha o ponto de foco de uma imagem depois de a termos tirado. Podemos escolher uma de três; perto, longe ou todos. É um efeito bastante útil e pode fazer a diferença em algumas fotos.

O Virtual Shot  é mais uma característica que chama a atenção. Seleccionamos um objecto do qual queremos uma visão 3D, e depois circundamos o S6 Edge em torno do objecto. O telefone irá capturar uma série de imagens e uni-las num GIF.

Depois da imagem capturada, podemos vê-la em três dimensões usando os sensores de movimento do S6 Edge, inclinando o telefone para a esquerda e direita. É divertido de mostrar mas a qualidade é baixa e dá algum trabalho capturar a foto de todos os ângulos para optimizar o resultado.

O S6 Edge pode gravar vídeo em 4K usando a sua câmara traseira e 2K vídeo na frente. Mas se seleccionarmos para gravar movimento lento ou rápido só é possível capturar imagens em 1280 x 720.

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A par da velocidade com que a câmara abre ao tocar duas vezes no botão Home, a velocidade de captura também é excelente. É incrivelmente rápido.

A lente da câmara está bem localizada na parte traseira do aparelho. Muito dificilmente conseguimos pôr os dedos à frente da lente quando tiramos fotos ou gravamos vídeo. O facto de a câmara ser ligeiramente saliente é um pormenor que não gostamos mas é o preço a pagar por termos aquele poder todo em 143,4 x 70,5 x 6,8 mm.

O S6 Edge apresenta melhores resultados à luz do dia com um alto nível de detalhes capturados e até mesmo o zoom digital 4x não degrada tanto a qualidade como poderia ser esperado.

O Samsung Galaxy S6 é quase idêntico ao S6 Edge. A principal diferença é o ecrã. O S6 tem um painel padrão QHD 5,1 polegadas mas também tem uma bateria ligeiramente mais pequena de 2550mAh e um preço mais baixo.

O Galaxy S6 Edge tem um grande ecrã e uma excelente câmara e combina todas as características para proporcionar uma experiência de utilização extraordinária, embora a vida da bateria seja abaixo do que consideraríamos ideal e não haja slot microSD.

A Samsung não é a única empresa a experimentar ecrãs de smartphones curvos e o LG G Flex 2 é a segunda geração de aparelhos da sua rival coreana.

O Galaxy S6 Edge não foi feito para dobrar e flectir como o LG. Nesse aspecto os dois aparelhos são bastante diferentes mas uma coisa parece certa: os ecrãs curvos estão aqui para ficar.

O Samsung Galaxy S6 é um aparelho fantástico! É garantido que chama a atenção a qualquer um, até daqueles que afirmam não ligar a tecnologia. E além do aspecto, uma impressionante obra de engenharia se esconde no interior.

 

Gostámos

O Samsung Galaxy S6 Edge é um dos melhores smartphones no mercado e muitos vão dizer que é o melhor.

O ecrã QHD complementa o design curvo, tornando a visualização de qualquer conteúdo deslumbrante. Não é uma grande evolução em comparação com o full HD do Galaxy S5 mas é espectacular de ver.

Outro aspecto arrebatador e impressionante é o desempenho do Galaxy S6 Edge. Mesmo com o Touchwiz que tem fama de ser pesado e lento, o Galaxy S6 Ede realiza qualquer tarefa com uma suavidade e rapidez hipnotizantes.

A câmara na parte traseira do Galaxy S6 Edge é um incrível trabalho de engenharia tornado realidade. O equipamento tira fotos deslumbrantes sem qualquer esforço por parte do utilizador. E é isso que se quer.

 

Não Gostámos

Todos os pontos positivos sobre o S6 Edge podem ser aplicados ao seu irmão, o Galaxy S6, pois, à excepção do design do ecrã, os dois aparelhos são idênticos. E como o S6 é mais barato do que o Edge, é difícil compreender a diferença de preços.

Claro que o design é bonito mas na mão o S6 Edge pode ser algo desconfortável e a ausência de slot microSD e bateria removível pode ser o suficiente para alguns fiéis da Samsung rumarem a outras paragens…

A falta de armazenamento expansível não é um enorme problema pois o S6 Edge vem em 32GB, 64GB e 128GB.

A bateria dura um dia com uso moderado e isso não é bom. Se são Heavy Users dos vossos equipamentos, o mais provável é precisarem de recarregar o equipamento a meio da tarde.

Depois de todo o alarido e marketing em torno dos painéis laterais arredondados, as funcionalidades que a Samsung providenciou para apresentar na sua mais recente inovação são decepcionantes.

Fontes de informação limitadas e pouca possibilidade de customização são as principais melhorias que apontamos. Sabemos que existe espaço para crescimento e a Samsung não irá, com toda a certeza, menosprezar este assunto.

 

Veredicto

O Samsung Galaxy S6 Edge é um daqueles telefones que define a direcção do mercado. Conta com um design arrojado e é, sem dúvida, dos telefones mais agradáveis à vista que tive a oportunidade de usar.

Mas, na verdade, o equipamento é muito caro e os utilizadores informados irão optar provavelmente pela versão S6 Standard dado que, em termos práticos, o S6 Edge oferece muito pouco pela diferença de preço. Os consumidores estão sempre reticentes em experimentar algo novo se não tiverem a certeza que a novidade lhes será útil. E com razão.

A duração da bateria não é boa o suficiente para um smartphone Flagship de 2015. O preço é difícil de justificar e a ausência de slot microSD e bateria removível são pontos negativos.

Mas este é o telefone que todos nós ansiamos ter secretamente. Parece saído de um filme futurista.

Adoro o design e espero que a Samsung tenha conseguido criar uma tendência e que todos os próximos smartphones tragam algo do género. O Galaxy S6 Edge da Samsung abre a porta ao futuro mas consideramos que é um primeiro passo num ainda longo caminho a percorrer.

Queremos agradecer à malta da Samsung a disponibilização do equipamento para review. Foi difícil separar-me do S6 Edge.

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Fundador do Androidgeek.pt ,trabalho em TI há dez anos. O desafio de gestão de equipas com foco nas necessidades do mercado deu-me o background certo para abraçar vários projetos online, nos quais aproveito a minha experiência em duas das minhas paixões: Tecnologia e Escrever. Sou um profissional dedicado com vasta experiência em todas as áreas de Gestão de TI e Gestão de serviços na área de Tecnologias de Informação. Sou apaixonado por tecnologia, Android, Publicidade, Marketing Digital e posicionamento estratégico.