Um homem, morador de Oakland na Califórnia, foi preso e acusado de incêndio criminoso após um dos carros do Google ser destruído num ataque registado em Junho nos EUA, após o mesmo ter efetuado tal “barbaridade” por se sentir vigiado pela Google.

Raul Murillo Diaz, foi abordado pela polícia após a segurança da empresa vê-lo a conduzir perto da sede da gigante de Mountain View, na Califórnia, pouco após a meia-noite do dia 30 de junho. Os seguranças suspeitaram de Diaz porque o seu carro correspondia ao que tinha sido visto na cena de outros ataques contra o Google em semanas anteriores.

O primeiro ataque aconteceu a 19 de Maio, em que vários cocktail molotov foram arremessados contra um carro do Google Street View que estava estacionado na sede da empresa, em Mountain View. O fogo resultante não danificou o carro, mas o chão em torno do mesmo ficou com o “carimbo” de Diaz.

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O segundo incidente aconteceu ao fim da noite de 4 de Junho, quando uma pessoa disparou contra um prédio da Google na mesma cidade. A polícia encontrou cinco buracos nas janelas e o incidente ficou registado no sistema de vídeo vigilância da empresa.

Já o terceiro ataque aconteceu um pouco depois, a 10 de Junho, quando um homem num carro parecido com o do suspeito, usou uma arma de jato para atear fogo a um carro autónomo da Google, onde o veículo ficou totalmente destruído. Uma possível ligação entre os três crimes é o facto de que o motorista estacionou exatamente no mesmo local do primeiro incidente e estava num carro semelhante.

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Após o suspeito ser mandado parar, a 30 de Junho, os policiais encontraram uma bomba tubo no carro, juntamente com armas de fogo.
Num documento junto à U.S. District Court for the Northern District da Califórnia, os promotores afirmam que Diaz admitiu ter realizado os três ataques e que foi motivado por acreditar que a “Google o estava a vigiar”.

A acusação de incêndio criminoso pode valer uma pena de prisão que pode ir até 20 anos e uma multa de até 250 mil dólares.